Zonas eleitorais do Distrito Federal registraram grande movimentação antes das 8h; eleitores chegaram cedo para votar no segundo turno. Em Cidade Estrutural, uma moradora de Corumbá 4 saiu às 5h30 para garantir o voto.
O Distrito Federal amanheceu com movimento intenso nas zonas eleitorais neste domingo, 25/10. Desde antes das 8h, eleitores de várias regiões formaram filas para garantir o voto no segundo turno das Eleições de 2026, que definirá o próximo presidente da República e, localmente, o futuro governador.
Na Cidade Estrutural, a movimentação foi percebida logo às primeiras luzes do dia. A dona de casa Luciana Cândida da Silva saiu de Corumbá 4, em Goiás, às 5h30 para ser uma das primeiras a registrar o voto.
“Estou morando em Corumbá 4, em Goiás. Como é longe, eu saí de lá cedinho. Cheguei aqui e fui a terceira a votar.”
O pedreiro José Omar Brito também decidiu não deixar para depois. Morador da Colônia Agrícola 26 de Setembro, em Vicente Pires, ele percorreu cerca de 30 minutos de bicicleta até a Escola Classe 2, na Estrutural. Para ele, chegar cedo garante o resto do dia livre.
“Vim de bicicleta, levei uns 30 minutos para chegar aqui na Estrutural. É melhor resolver logo, porque depois fica com o dia livre para fazer outras coisas.”
A legislação eleitoral estabelece que o voto é facultativo para pessoas a partir dos 70 anos, analfabetos e jovens de 16 e 17 anos. Ainda assim, muitos compareceram às urnas. O aposentado Francisco Vieira Gomes, 72 anos, mora perto da seção eleitoral e não quis abrir mão da participação.
“Sempre acompanhei a política e acho que temos que defender a soberania do nosso país. E essa é uma forma de sermos cidadãos.”
Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que, no primeiro turno, 8,77 milhões de brasileiros com mais de 70 anos foram às urnas, mais da metade dos 17,25 milhões aptos a votar nessa faixa etária. O número reforça a relevância da parcela que, mesmo sem obrigação, faz questão de se manifestar.
No outro extremo do eleitorado, a estudante de direito Bruna Tereza de Souza, 18 anos, exerceu pela primeira vez o direito ao voto em eleição geral. Depois da estreia no primeiro turno, ela voltou à cabine de votação confiante na importância da escolha.
“O que a gente vai decidir aqui vai definir o nosso futuro, sobre o salário mínimo, sobre a educação e as próximas gerações.”
Ao todo, aproximadamente 158,7 milhões de brasileiros são esperados nas seções eleitorais espalhadas pelo país até as 17h (horário de Brasília). Além da definição para a Presidência, o pleito decide também os governadores de cinco estados e do próprio Distrito Federal.
Quem ainda não votou tem até o fim da tarde para se dirigir à sua zona eleitoral. Os endereços podem ser consultados nos canais oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e dos tribunais regionais. O atendimento virtual via aplicativo de título digital e assistente de mensagens também segue disponível para esclarecer dúvidas dos eleitores.
Apesar do horário ampliado, o movimento nos primeiros instantes do dia indica a preferência de muitos brasilienses por votar cedo, evitar filas maiores e aproveitar o restante do domingo para atividades pessoais. A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve documento oficial com foto e, se possível, a cola com os respectivos números dos candidatos para agilizar o processo.
Com o sol ainda baixo, as primeiras urnas eletrônicas já receberam votos decisivos que podem impactar temas como educação, saúde, segurança pública e questões econômicas. Para quem madrugou, a sensação é de dever cumprido. Resta agora aguardar o encerramento da votação, a apuração e o anúncio dos resultados que apontarão os rumos do país e da capital federal.
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