O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (9) que os escândalos de corrupção “não estão concentrados no Rio de Janeiro”. A declaração foi dada durante o julgamento em que a Corte discute se a eleição para mandato-tampão no governo fluminense será direta ou indireta.
Carioca, Fux defendeu que o quadro político não deve ser generalizado.
“Há bons políticos no Rio, que representam o estado na Câmara dos Deputados. Se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados de altas autoridades”, disse.
Sem mencionar nomes, o ministro também rebateu observações de colegas que relacionaram o Rio a sucessivos casos de corrupção.
“Essa perplexidade não seria tão grande se colegas tivessem participado do julgamento do mensalão, da Lava Jato, desse julgamento do INSS e do Banco Master, porque os escândalos não são concentrados no estado do Rio”, acrescentou.
Pausa no julgamento
O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise do processo. Na sessão, ele recordou a prisão de governadores, deputados e integrantes do Tribunal de Contas do estado nos últimos anos.
“Qual outro estado que acontece isso? Não dá para julgar burocraticamente aqui, porque isso foi assentado pelo TSE”, afirmou Dino, ao citar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível até 2030.
Com o pedido de vista, o julgamento será retomado somente após a publicação do acórdão do TSE, ainda sem data definida.
Fonte: Agência Brasil
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