Primeiro turno de 4 de outubro definiu governadores em 15 estados e revelou perfis diversos. A diferença de idade entre eleitos é de 33 anos; Lucas Ribeiro (PP) venceu com 64,30% e assume aos 37.
O primeiro turno das eleições deste domingo, 4 de outubro, encerrou a disputa em 15 estados, consagrando governadores que, de acordo com as urnas, apresentam perfis bastante diversos. A diferença etária entre o mais jovem e o mais experiente chega a 33 anos, reforçando um cenário de renovação combinado à permanência de lideranças já conhecidas do eleitorado.
Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) conquistou 64,30% dos votos válidos e tornou-se o governador mais novo entre os eleitos. Aos 37 anos, ele assume o comando do Executivo estadual após ter iniciado a carreira como vereador e vice-prefeito de Campina Grande. Em 2026, já ocupava o Palácio da Redenção na condição de vice que substituiu o titular, João Azevedo, quando este renunciou. Agora, recebe das urnas o aval oficial para permanecer no cargo pelos próximos quatro anos.
No extremo oposto da faixa etária, Jorginho Mello (PL) foi reeleito em Santa Catarina com expressivos 68,98% dos votos. Aos 70 anos, o político catarinense soma passagem pela Câmara dos Deputados e pelo Senado antes de chegar ao governo estadual. A recondução indica aprovação do seu primeiro mandato e a continuidade de seu grupo à frente da administração catarinense.
A renovação também apareceu no Senado. Pelo Paraná, Filipe Barros (PL-PR) foi o candidato mais jovem eleito para a Casa, com 35 anos e 27,25% dos votos válidos. Conhecido em Londrina, onde iniciou a carreira como vereador, Barros passa a representar o estado em Brasília com mandato de oito anos.
Já o senador mais experiente eleito no domingo foi Julio César, o Julim do Lula (PSD-PI). Aos 78 anos, ele venceu a disputa no Piauí, acrescentando outra função a um currículo que inclui dois mandatos como prefeito de Guadalupe, passagem pela Secretaria de Agricultura do estado, direção na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e presidência da companhia de saneamento de Teresina.
Terminada a apuração, os partidos com maior número de governadores escolhidos em primeiro turno foram PL, PSD, PT e Republicanos, que juntos somaram 15 executivos estaduais. A disputa, contudo, permanece em aberto nos demais estados e no Distrito Federal, onde haverá segundo turno.
As campanhas foram retomadas já nesta segunda-feira, respeitando o calendário eleitoral. Os postulantes que seguem na corrida têm menos de um mês para conquistar os votos restantes, enquanto os eleitos no domingo começam a articular a futura composição das secretarias e bancadas de apoio nos legislativos estaduais.
No Congresso, a presença de senadores mais jovens e mais velhos lança expectativa sobre o equilíbrio entre renovação e experiência na próxima legislatura. A partir de fevereiro, a Casa contará com novatos estreando nas comissões e parlamentares veteranos, o que deverá influenciar pautas como reforma tributária, políticas sociais e infraestrutura.
Com a conclusão do primeiro turno, eleitores, partidos e analistas voltam as atenções para as alianças que serão formadas nas próximas semanas e para o impacto que a nova configuração política pode ter nos estados e em nível federal.
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