A partir de quinta (1º), o Banco Central retira o teto anterior e permite que cada cliente negocie com seu banco o limite máximo para pagamentos por aproximação. Norma 746 também abrange QR Code, chaves Pix e Open Finance; autenticação e segurança seguem inalteradas.
O Pix por aproximação passa a seguir novas regras a partir desta quinta-feira (1º). Com a Instrução Normativa BCB nº 746, o Banco Central removeu o antigo teto de R$ 500 por transação. Agora, cada usuário poderá negociar com seu banco o valor máximo que deseja para pagamentos nessa modalidade, sempre respeitando as políticas de segurança já existentes para a conta.
O ajuste também vale para operações iniciadas por Código QR, chaves Pix e transações sem redirecionamento dentro do ecossistema Open Finance. Na prática, nada muda na forma de autenticar ou autorizar o pagamento: continua sendo preciso passar pelos mesmos passos de confirmação exigidos pela instituição financeira.
Novas regras a partir de 1º de outubro
- Fim do teto fixo: o limite de R$ 500 deixa de existir.
- Limite negociável: cliente pode pedir aumento ou redução diretamente no aplicativo.
- Valor variável: pagamentos podem superar R$ 500 se o teto da conta permitir.
- Ferramenta de gestão: bancos devem oferecer menu para configurar o novo limite.
- Segurança mantida: requisitos de verificação do Pix continuam valendo.
Ou seja, não há um novo valor único que se aplique a todos. Um consumidor pode efetuar uma compra de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação, desde que seu perfil permita.
Como solicitar ajustes de limite
- 1. Abra o app da instituição.
- 2. Entre em “Pix” e depois em “Limites” ou “Gerenciamento do Pix por aproximação”.
- 3. Selecione “Aumentar” ou “Reduzir” limite.
- 4. Conclua as etapas de autenticação solicitadas.
Cada banco pode adotar procedimentos próprios, mas a lógica geral envolve identificação biométrica, senha ou token para confirmar a alteração.
Entenda o funcionamento do Pix por aproximação
A modalidade usa a tecnologia NFC, que permite a comunicação sem fio entre celular e maquininha. Disponível desde fevereiro de 2025, ela roda tanto no app bancário quanto em carteiras digitais que aceitam vinculação de conta.
Para ativar
- 1. Abra a carteira digital.
- 2. Escolha vincular conta bancária.
- 3. Autorize no app do banco.
Para pagar
- 1. Avise ao caixa que vai usar Pix.
- 2. Confira valor e dados.
- 3. Aproxime o celular da máquina.
- 4. Faça a autenticação exigida.
- 5. Confirme o pagamento.
Dependendo da configuração, a autenticação pode vir antes ou depois de aproximar o dispositivo.
Cuidados contra fraudes
- Verifique o valor na maquininha e na tela do celular.
- Cheque o nome do estabelecimento antes de encostar o aparelho.
- Mantenha bloqueio de tela e senha ativos.
- Evite entregar o celular desbloqueado a terceiros.
- Acompanhe notificações de transações em tempo real.
- Revise periodicamente os limites no app.
Essas práticas ajudam a reduzir o risco de golpes, já que o pagamento por aproximação pode ser concluído sem abrir o aplicativo bancário em algumas configurações.
Modalidade em números
Apesar do crescimento acelerado, o Pix por aproximação ainda responde por fração mínima das operações. Em agosto, foram 2 milhões de transações, o equivalente a 0,06% do total de 8,11 bilhões de pagamentos pelo sistema, que movimentou R$ 3,73 trilhões no mês. Mesmo assim, o volume mais que dobrou em relação a janeiro, quando registrou 1,06 milhão de operações.
A expectativa do mercado é que a retirada do teto de R$ 500 estimule uma adesão maior, especialmente entre usuários que já usam carteiras digitais para pagar com cartões cadastrados.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









