O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, gastou R$ 208 milhões com a produção em massa do teste para covid-19 da “Biomol Onestep/Covid-19” é do tipo molecular, que detecta partículas do vírus no organismo, a partir da coleta com um cotonete swab inserido na narina, mas o produto não recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações foram publicadas pelo jornal O Globo, nesta sexta-feira (04).
Coube ao Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), a partir de um contrato assinado com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no valor de R$ 208 milhões. Ao todo, o instituto diz ter produzido 2,2 milhões. Um lote de testes com pedido de registro indeferido pela Anvisa foi enviado ao Ministério da Saúde e distribuído a laboratórios públicos para detecção de covid-19 em pessoas com suspeita de infecção pelo novo coronavírus.
A Anvisa indeferiu o pedido de registro em 9 de julho, dois meses depois de o fabricante entrar com a solicitação no órgão. Mesmo assim, os testes foram enviados a laboratórios centrais de saúde pública (Lacens). Ao todo, o ministério distribuiu 1,93 milhão desses testes. O pedido para a produção partiu da pasta, segundo a Fiocruz. O material do IBMP equivale a um terço de todos os testes RT-PCR fornecidos pelo Ministério da Saúde até agora: 6,4 milhões. Os testes rápidos, que detectam anticorpos, somam 8 milhões.
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