Política


Apoiado por Bolsonaro na eleição da Câmara, Lira responde a ações no STF e acusações de violência doméstica


Publicado 08 de janeiro de 2021 às 11:41     Por Eduardo Costa     Foto Wilson Dias/Agência Brasil

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), candidato à presidência da Câmara e apoiado pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), está sendo alvo de ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) e de acusações de violência doméstica. Segundo o jornal Folha de São Paulo, há uma acusação recente contra ele por parte de sua ex-mulher, Jullyene Cristine Santos Lins.

Jullyene, que é mãe dos seus dois filhos e foi casada com o parlamentar por 10 anos, enviou um documento ao STF em agosto de 2020, anexado a um processo em que ela acusa Lira de injúria e difamação. De acordo com a matéria, ela afirma que “o medo a segue 24 horas por dia, pois sabe bem o que o querelado [Lira] é capaz de fazer por dinheiro”.

Jullyene Cristine afirma que o deputado também tenta “diuturnamente promover o afastamento familiar dos filhos, principalmente o mais novo, com discursos de ódio e chantagens emocionais”, e pede o “enquadramento do querelado na Lei Maria da Penha e necessidade de proteção urgente”.

Em outubro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que o caso fosse encaminhado a um Juizado de Violência Doméstica. Relator do caso no STF, o ministro Luís Roberto Barroso aceitou o pedido e o encaminhou a um Juizado em Brasília (DF).

Outra decisão de 2018, desta vez do ministro Edson Fachin, tirou de Lira o direito de registro de uma pistola Glock calibre 380. Ele teve que entregar a arma à Polícia Federal (PF), por conta de outra ação de violência doméstica movida por Jullyene.

No depoimento, informou que ao saber que ela estava se relacionando com outro homem, Lira foi até sua casa, a agrediu e a chamou de “rapariga e puta”. Segundo Jullyene, ele também colocava as mãos em sua boca para abafar os gritos, e a ameaçava de morte. Ela anexou fotos das lesões ao processo, e o caso foi até o STF. Mas em 2015, a mulher mudou a versão da história e Lira acabou inocentado.

Outra denúncia foi feita contra Arthur Lira em 2007, dessa vez por ter dito à babá que “os seus dias [Jullyene] estavam contados”. A denúncia foi aceita, e o deputado foi proibido de manter contato com a vítima, seus familiares ou testemunhas.

A ex-mulher também acusa o ex-marido de ocultação de bens. Segundo ela, ele possui um patrimônio de R$ 11 milhões. Lira ainda responde a dois processos no STF, de corrupção passiva e no inquérito do “quadrilhão do PP”, que teria participação em esquemas de desvio de dinheiro da Petrobras.

Perguntado pela Folha sobre as acusações, Arthur Lira se defendeu por meio de sua assessoria. Sobre os processos arquivados, disse: “Três processos no STF foram arquivados e, no quarto processo, a própria Procuradoria-Geral da República pede o encerramento. Em outro, a acusação nem sequer possui amparo legal válido para o período questionado. É natural, portanto, a solicitação da liberação dos bens bloqueados referentes a essas acusações”.

Já sobre seu patrimônio, ele afirmou: “As alegações de ocultamento estão relacionadas a patrimônio que já está em posse da ex-mulher, por meio de um acordo judicial. Ou seja, não pertencem mais ao deputado e a disputa judicial está encerrada. A guarda dos filhos também está decidida pela Justiça”.

Leia mais:
Barroso envia processo que acusa Arthur Lira de injúria e difamação com ex-mulher para Justiça do DF



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