O programa de campanha detalha propostas que ampliam políticas iniciadas em 2023. Prevê criar uma pasta para coordenar segurança pública, manter aumentos reais do salário mínimo e expandir o Farmácia Popular.
O programa de governo apresentado pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição à Presidência da República, detalha um conjunto de propostas que, segundo o documento, aprofundam políticas já em andamento desde o início do atual mandato em 2023. Entre as principais diretrizes, estão a criação de um Ministério da Segurança Pública, a manutenção de aumentos reais do salário mínimo acima da inflação e a ampliação de iniciativas sociais como o Farmácia Popular.
No campo da segurança pública, o plano indica que a nova pasta terá a responsabilidade de coordenar, em articulação com estados e municípios, a execução de políticas de combate ao crime organizado. O texto sinaliza reforço ao Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano, com foco em sufocar financeiramente facções, enfrentar o tráfico de armas e aumentar a segurança nos presídios.
Em economia, o programa sustenta que a política de valorização do salário mínimo continuará garantindo ganho real. Além disso, promete isenção de impostos sobre a cesta básica e metas para manter a inflação sob controle “de forma duradoura e sustentável”. A agenda econômica também inclui o que denomina de “neoindustrialização”, com incentivos à inovação, inteligência artificial e minerais críticos.
Para a saúde, a campanha aponta a intenção de criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”. Isso envolverá, de acordo com o documento, investimento em diagnóstico precoce, equipamentos modernos e atualização de terapias como quimioterápicos e imunoterápicos. Já o Farmácia Popular, existente desde 2004, deverá oferecer exames laboratoriais gratuitos para monitoramento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.
No setor de educação, o plano prevê a expansão dos institutos federais de educação técnica e tecnológica, priorizando regiões de baixa oferta de cursos e periferias urbanas. Há também metas para ampliar a cobertura de creches, fortalecer o ensino integral e aumentar oportunidades no ensino técnico e superior.
A proposta de combate à corrupção inclui a continuidade do Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, com ênfase em prevenção e responsabilização. Há referência ao uso de dados abertos e inteligência artificial no Portal da Transparência para reforçar o controle social.
Em soberania e defesa, o documento elenca a proteção de fronteiras e o fortalecimento da Base Industrial e Tecnológica de Defesa como prioridades. Também prevê a modernização das Forças Armadas para resguardar recursos naturais e enfrentar ameaças geopolíticas e cibernéticas.
“A atividade será exercida em caráter civil, subordinada ao Estado Democrático de Direito, à neutralidade político-partidária, aos direitos fundamentais e ao controle democrático, rejeitando seu uso para fins de perseguição política”, registra o texto sobre a inteligência de Estado.
Na política externa, o programa reafirma a integração sul-americana como eixo central. O Mercosul é apontado como principal plataforma para aprofundar integração econômica, produtiva, política e social na região.
Essas orientações, segundo a campanha, buscam consolidar avanços sociais e econômicos obtidos desde 2023, além de projetar novas frentes de desenvolvimento para um possível quarto mandato de Lula, caso seja reeleito nas eleições de 2026.
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