Pré-candidato à prefeitura de Aracaju em 2020, Márcio Macêdo (PT) fez críticas à gestão de Edvaldo Nogueira (PDT) por conta da falta de criação de programas para dar atenção a trabalhadores e empresas durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo Márcio, a inércia do Executivo tem gerado uma situação crítica na capital sergipana.
De acordo a Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese), entre março e julho, 335 empresas fecharam em Aracaju. Isso ajudou a fazer com que em todo o estado, desde o início da pandemia, 31.931 pessoas perdessem o emprego. No caso de Aracaju, o Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) prevê mais de 5.600 pessoas desempregadas.
Para Márcio, existem exemplos em todos o Brasil de atenção ao trabalhador que não foram seguidos pela gestão municipal em Aracaju.
“Temos diversos exemplos no Brasil de municípios que criaram renda mínima para matar a fome do povo. Aqui em Aracaju a população carente foi esquecida. E o pior de tudo é perceber que, mesmo com os recursos que têm em caixa, a Prefeitura não ajuda os mais carentes”, disse Márcio Macêdo.
“Em Macaé [RJ], Lorena [SP] e Araraquara [SP], por exemplo, os prefeitos agiram com responsabilidade, e têm se empenhado em estender as mãos aos micro e pequenos empresários. Eles têm se sensibilizado com a classe trabalhadora. Edvaldo, não. Ele não pensa naqueles que, realmente, necessitam”, afirma.
Márcio seguiu dando exemplos de municípios brasileiros que estão promovendo parcerias para dar suporte a microempreendedores, pequenos empresários e trabalhadores. Ele citou exemplos de Alagoas, Campo Bom (RS), Venâncio Aires (RS) e São Bernardo do Campo (SP).
Segundo o pré-candidato, em todos estes municípios ações estão sendo tomadas, sejam de consultoria, transferência de recursos financeiros, subsídios, programas de incentivo que exigem manutenção de funcionários, cursos online e outras formas de aceleração do desenvolvimento. Para o petista, as gestões devem responsabilidade e olhar para o ser humano.
“Existem recursos que podiam ser aplicados na manutenção de micro, pequenas e médias empresas, como também parcerias criadas com entidades para auxiliar esses empreendimentos. As pessoas não podem continuar a mercê da Covid-19 e, também, da fome. Mas, infelizmente, até agora, não foi feito nada. O dinheiro continua em caixa, sem nenhum uso”, complementou.
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