O número de brasileiros sem emprego e sem buscar algum ultrapassou a marca de 40% pela primeira vez. O maior índice foi registrado nos trimestres encerrados em julho e agosto, quando o indicador chegou a 45,3%. A média histórica é de 38,9%. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo, nesta sexta-feira (25).
Os dados são de uma pesquisa feita pelo professor sênior da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA)/ Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Projeto Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Hélio Zylberstajn. Em seus estudos, ele utiliza dados de todas os levantamentos do Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para chegar aos parâmetros.
Além dos brasileiros desempregados —aqueles em busca de trabalho, segundo o critério do IBGE— a quantidade de pessoas sem ocupação chegou a 53,2%, um recorde tendo em vista os números anteriores.
Segundo o estudo, os formais também foram atingidos, mas com intensidade menor. A medida provisória para que empresas suspendessem contratos ou reduzissem a jornada e o salário de funcionários, que recebeu um complemento de renda do governo, auxiliou para que não houvesse um maior impacto com a crise causada pela pandemia da covid-19.
“Isso manteve essas pessoas dessa categoria não ocupadas. E não foi pouca gente. Essa quantidade de pessoas cujo emprego foi preservado deve beirar os 12 milhões ”, disse o professor.
A taxa de não ocupação, que considera os brasileiros fora da força de trabalho mais os desocupados, em dezembro de 2019, chegou a 44,9%. Na época, os brasileiros desocupados eram 6,8%, enquanto os inativos somavam 38,1%.
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