O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro afirmou que abriu mão do pagamento como colunista na revista Crusoé para evitar encrenca com o Tribunal de Contas da União (TCU). A declaração foi dada ao final de seu texto publicado nesta sexta-feira (3).
Segundo Moro, ele vai continuar escrevendo a coluna semanal na revista de graça até que haja uma decisão sobre a validade da remuneração. Na última quarta-feira (24), ele foi intimado pelo ministro do TCU, Bruno Dantas, para explicar os supostos contratos remunerados após saída do governo bolsonaro.
“Um procurador do TCU entendeu que eu não posso cobrar, durante o período de quarentena imposta por ter deixado o cargo de ministro, para escrever artigos, mesmo tendo a atividade sido autorizada prévia e expressamente pela Comissão de Ética da Presidência da República”, disse Moro.
De acordo com o Tribunal, Sérgio Moro tem direito a receber uma remuneração a posteriori pelo período de seis meses. Durante esse tempo ele continua recebendo informações privilegiadas do governo, e por isso está proibido de prestar serviços à iniciativa privada.
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