A autônoma Daiany Fernandes prestou queixa, nesta terça-feira (25), no 98º Departamento de Polícia, em São Paulo, contra um motorista de aplicativo que negou terminar a corrida enquanto ela estava em trabalho de parto. Na ocasião, Daiany perdeu o bebê. As informações foram divulgadas pelo jornal Extra, nesta sexta-feira (28).
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como “constrangimento ilegal” e “omissão de socorro”. Segundo o relato de Daiany, o homem teria dito num tom “agressivo e ameaçador”: “Eu vou parar e vocês descem e pedem ajuda para a polícia”.
Ao jornal, Daiany disse que “foi uma atitude desumana”. “Ele preferiu se preocupar que o carro dele ficaria sujo do que se preocupar que eu poderia ter uma hemorragia interna, e não só perder o bebê, mas perder minha própria vida. Não sei o que se passou pela cabeça dele naquele momento.”, acrescentou.
Daiany havia solicitado um carro através do aplicativo 99 após sentir cólicas e foi acompanhada pela mãe. A mãe dela chegou a usar um cachecol para tentar estancar um pouco o sangramento, mas no mesmo instante motorista teria dito “toma cuidado para não sujar o banco do carro” e deu uma sacola para as duas.
Após sugerir que elas procurassem a polícia, o motorista parou num posto de gasolina, onde fez com que ambas descessem. Imagens de câmeras de segurança do posto mostram o momento em que elas saíram do carro e receberam ajuda dos funcionários do estabelecimento, que acionaram a Polícia Militar.
Assim que saiu do carro, Daiany sofreu um sangramento muito intenso e o feto não conseguiu sobreviver. Ao jornal, o aplicativo 99 informou que o perfil do motorista foi bloqueado e uma equipe foi mobilizada para oferecer “todo o apoio necessário” à passageira.
“O app reitera seu repúdio ao ato de desrespeito e trabalha constantemente para promover relações de gentileza e profissionalismo entre os usuários. Em comportamentos como esse, que vão contra os Termos de Uso da plataforma, o perfil do condutor é bloqueado”, afirmou. A empresa ainda reiterou que está disponível para “colaborar com as investigações da polícia, em conjunto com o hospital que prestou atendimento à passageira, para esclarecimento dos fatos”.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









