As infrações aplicadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) caíram pelo segundo ano seguido. Em 2020, segundo ano de governo Bolsonaro, o número de multas aplicadas foi o menor desde 2004, quando foi implementado novo sistema informatizado de gerenciamento de multas (Sicafi).
De acordo com o site Metrópoles, com base nos dados do próprio instituto, foram 9.692 multas em todo o país, contra as 11.922 aplicadas em 2019, uma redução de 18%. Entre 2013 e 2017, a média anual era de 16 mil autuações.
A queda vem acompanhada pela alta do desmatamento da Amazônia. No último ano, a taxa oficial, segundo o projeto Prodes, que realiza o monitoramento por satélites do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal, chegou a 11.088km², a maior desde 2008.
Levando-se em conta a média dos 10 anos anteriores antes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assumir o comando do Brasil, o desmatamento cresceu quase 70,7%: de 2009 a 2018, a média apurada foi de 6.493 km2 por ano.
Segundo o site, entre abril de 2019 e setembro de 2020, o Ibama realizou apenas cinco audiências, de um total de 7.205 agendadas. O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) não realizou nenhuma.
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