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Sergipana ajuda brasileiros a saírem da Ucrânia: ‘A guerra passa a ser por sobrevivência’


Publicado 01 de março de 2022 às 15:20     Por Fernanda Souto     Foto Arquivo pessoal

Uma sergipana identificada como Mary Elaine, que mora na Polônia, está ajudando brasileiros a saírem da Ucrânia. A psicanalista faz parte de um grupo de voluntários com cerca de 30 pessoas que já auxiliaram mais de 120 outras a cruzarem fronteiras em campo e através das redes sociais. As informações são da TV Sergipe.

Segundo a sergipana, por questões de linguagem e familiaridade, os brasileiros não conseguem ter dimensão do perigo da mesma forma que os ucranianos, que vivem sob ataque da Rússia pelo sexto dia, nesta terça-feira (1º). “Os brasileiros nem sempre conseguem entender o que está acontecendo do lado de fora, se tem tropa, se vai conseguir sair. Além disso, as pessoas acabam se combatendo entre si, porque elas querem sobreviver. Se tem um ônibus lá e a maioria é ucraniano, eles [os brasileiros] não conseguem entrar. A guerra sai do âmbito da bomba, do tiro, do canhão e passa a ser por sobrevivência”, disse.

“A pessoa consegue se conectar com a gente [através das redes sociais], pra saber qual a localização, entender se tá segura, se tem remédio, se tem criança, se tem bunker [abrigo subterrâneo]. Se está numa zona de combate, não posso mandar ninguém resgatar naquele momento, tenho que traçar uma rota alternativa”, explicou.

Ainda de acordo com Mary, a busca pela rota é feita com a ajuda de outros cinco voluntários em campo, espalhados por outros países. Algumas da fronteiras para onde os brasileiros já foram enviados são: Eslováquia, Maldóvia e Romênia.

A sergipana também explicou que os próprios voluntários que oferecem as caronas enfrentam desafios como serem barrados por ucranianos. Ao chegar à fronteira, os desafios seguem e o suporte também. “Nosso último resgatado demorou quase três dias para conseguir chegar próximo do portão para carimbar, passar e sair”.

Após atravessar, outros voluntários oferecem abrigo e suprimentos. “Quando a pessoa sai da Ucrânia, ela perdeu tudo, não tem mais nada. Sobram ali as pernas dela pra se mover e a insegurança. Depois que cruzam a fronteira, ainda estão em um momento de conseguir perceber que deu certo. Fornecemos abrigo, alimento, serviço de internet, passagens de ônibus, psicólogos, para tentar aliviar um pouco o pós-trauma”.

O auxílio material ocorre por meio de doações (Clique aqui). Saiba como entrar em contato com o grupo clicando aqui.

 



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