Durante o pequeno expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nesta terça-feira (19), alguns deputados estaduais aproveitaram para discutir sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no estado.
Na quinta-feira (14), o deputado Georgeo Passos (Cidadania) informou que já tinha as assinaturas necessárias para realizar o protocolo de requerimento para instalação da CPI. No entanto, horas após o anúncio, o deputado Zezinho Guimarães (MDB) retirou a sua assinatura, constando assim apenas sete, quando o mínimo seriam oito assinaturas para iniciar o processo.
O presidente da Alese, deputado Luciano Bispo (MDB), afirmou que o caso será analisado. No entanto, Luciano Bispo ressaltou que o pedido para retirada de assinatura foi feito e deve ser considerado.
A líder da oposição na Casa, deputada Kitty Lima (Cidadania), afirmou que a retirada da assinatura posterior ao protocolo não tem efeito para que se prejudique o requerimento de uma CPI. Ela disse que se for necessário a Justiça vai decidir, já que a competência de fiscalizar é da Alese.
“Fazendo uma retrospectiva, a gente teve uma luta incessante e correta para que se conseguisse as oito assinaturas, se conseguiu as oitos assinaturas. A gente tem um entendimento diferente e o julgamento maior quem vai fazer é a população”, falou.
O deputado Georgeo Passos afirmou que o governo estadual tem “medo” da CPI. “Nós conseguimos as oito assinaturas. Eu também tenho o entendimento que depois que a gente protocolou na Secretaria Geral da mesa não pode haver mais a retirada de assinaturas, inclusive porque hoje eu vim a essa tribuna para falar olhando na cara do colega Zezinho Guimarães, mas percebo que em virtude de compromissos anteriormente agendados ele está fora de Sergipe. Eu também percebo que o Governo do Estado tem medo da CPI. A CPI tem resultado sim, o medo que o Governo tem é esse”.
Já o deputado Francisco Gualberto (PT), fez a defesa do direito de retirada da assinatura a todos os parlamentares envolvidos. Ele assegurou que houve o protocolo com a lista de oito deputados que assinaram, mas o documento foi entregue com apenas sete assinaturas.
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