O candidato a presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), reuniu-se com deputados da bancada sergipana e com o governador Belivaldo Chagas (PSD) nesta quinta-feira (14) e afirmou que, caso eleito, “o modus operandi da Câmara vai mudar”. Ele falou com os jornalistas após a reunião e destacou os pontos principais de sua gestão, em caso de vitória.
“Estamos reafirmando que o modus operandi da Câmara vai mudar. Não farei diferente do que estou pregando. A pauta da Câmara será feita com previsibilidade, antecedência e transparência, obedecendo a proporcionalidade das bancadas. O colégio de líderes que representa os deputados de cada partido definirá por maioria quais são as pautas. Lógico que as pautas econômicas são necessárias, e estamos em um ano de muita dificuldade econômica”, disse Lira.
Ele também falou em três reformas principais caso seja eleito: “Mas se confirmar o que os líderes estão me conversando, teremos três reformas principais. Primeiro a PEC Emergencial, de diminuição de gastos para abrir espaços por um programa social que substitua ou melhore o Bolsa Família e substitua o auxílio emergencial, que foi muito importante para sustentar a economia”.
“Depois uma reforma administrativa sem tirar direitos de ninguém, com ampla discussão que é necessária. Não é possível que a gente tenha uma inflação de 5%, 6%, 8%, e 30% de reposição. Por fim, a reforma tributária. Ela é mais sensível, os estados e as regiões do Brasil são diferentes. A reforma tem que ser debatida abertamente, para construir um parecer mínimo de votação. Se não, nós não iremos avançar”, acrescentou.
Relação com o Senado
Perguntado pelo AjuNews sobre como seria a relação com o Senado Federal, Arthur Lira, que é apoiado pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), destacou a necessidade de independência e de boa convivência.
“Analisar a presidência do Senado não é possível agora, eles têm dois candidatos postos. São duas casas independentes, o sistema é bicameral. Algumas matérias se iniciam na Câmara, ouras no Senado. Temos que buscar, com respeito, a melhor convivência possível para que as duas casas trabalhem e pensem igual, pelo desenvolvimento do nosso país”, completou.
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