Os países ricos estão fazendo de tudo para saírem na frente pelas vacinas contra o novo coronavírus. E as posturas agressivas tem gerado efeitos: segundo dados da empresa Londres Airfinity trazidos pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (3), Estados Unidos, Japão e União Europeia já garantiram sozinhos cerca de 1,3 bilhão de doses de potenciais imunizações contra a Covid-19.
Os mais recentes acordos foram dos Estados Unidos e do Reino Unido para garantir suprimentos da Sanofi e da parceira GlaxoSmithKline Plc, além de outro entre o Japão e a Pfizer. A União Europeia também tem sido agressiva na busca por vacinas. Os acordos e opções para comprar mais suprimentos, segundo a matéria de O Globo, podem fazer com que o número chegue a 1,5 bilhão de doses.
Com isso, há uma preocupação de que outros países, especialmente mais fortes, estejam mais longe da vacinação. As nações e grupos internacionais têm prometido tornar a vacina acessível a todos, mas a demanda já fica reservada inicialmente aos mais ricos.
Como lembra a matéria, instituições como a Universidade de Oxford e a AstraZenca estão em fase final de estudos da vacina. Mas ainda existem vários obstáculos, como provar que as vacinas são eficazes, obter aprovação e aumentar a fabricação. Outra questão é o investimento na produção da vacina, que pode ajudar a resolver o problema da distribuição.
Por isso, O Globo lembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias e a Gavi, a Aliança pela Vacina, estão trabalhando juntas para obter acesso equitativo e amplo. O plano traçado é de US$ 18 bilhões para lançar vacinas e garantir dois bilhões de doses até o final de 2021. Mas para aumentar suas chances de conseguirem vacinas, os países teriam que traçar vários acordos com diferentes fabricantes.
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