Peru — depois de mais de um mês de apuração tumultuada, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez avançaram para o segundo turno presidencial.
- Keiko Fujimori obteve 17,18% dos votos; Roberto Sánchez ficou com 12,03%.
- Rafael Aliaga teve 11,90%, ficando perto do segundo lugar.
- Foram eleitos 130 deputados e 60 senadores para a próxima legislatura.
- O processo teve atrasos, renúncia de autoridades e recontagem inédita do total de votos.
- O Ministério Público do Peru apresentou denúncia contra Roberto Sánchez por supostas irregularidades nas contas partidárias; ele nega as acusações.
Resultados e disputa pelo segundo turno
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, e Roberto Sánchez Palomino serão os nomes que disputarão a Presidência após a votação que contou com 35 candidatos e milhões de eleitores aptos a votar.
O ultraconservador Rafael Aliaga ficou a poucos pontos de Sánchez, em uma votação apertada que levou à recontagem parcial e a questionamentos sobre a apuração.
Acusação e resposta do candidato
Durante a apuração, o Ministério Público formalizou uma denúncia contra Roberto Sánchez por supostas irregularidades na prestação de contas partidárias entre 2018 e 2020. O candidato nega as acusações e afirma que o caso já havia sido arquivado pelo Judiciário.
“Nunca fui tesoureiro do partido. Eu não fiz coquetéis, não recebi dinheiro nem dos bancos, nem dos mineradores, nem de ninguém.” — Roberto Sánchez Palomino, candidato à presidência
Tumultos na apuração e posicionamentos internacionais
A votação enfrentou atrasos em centros eleitorais e a renúncia de autoridades responsáveis pela contagem. Missões internacionais afirmaram não ter encontrado evidências que sustentem alegações de fraude, enquanto o Jurado Nacional de Eleições conduziu um processo de recontagem dos votos. Veja a nota do órgão eleitoral para detalhes: https://portal.jne.gob.pe/Portal/Pagina/Nota/20139
O que está em jogo
Fujimori representa a continuidade de um bloco mais conservador, com propostas de aproximação internacional distintos; Sánchez vem da esquerda e propõe medidas como maior controle sobre recursos naturais e mudanças institucionais. A escolha definirá rumos econômicos e diplomáticos no país andino.
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