No domingo de votação (4), a Polícia Federal deteve 28 pessoas em sete estados e no Distrito Federal por suspeita de crimes eleitorais, como compra de votos e uso irregular de material de campanha. Foram apreendidos R$57.379, sendo R$34.228 em dinheiro.
A Polícia Federal informou que 28 pessoas foram detidas em sete estados e no Distrito Federal por suspeita de crimes eleitorais neste domingo (4), dia de votação em todo o país. As ocorrências se concentraram em Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Distrito Federal, Paraíba, Bahia e Minas Gerais.
De acordo com o órgão, os principais delitos em apuração são propaganda eleitoral irregular e compra de votos. Até a divulgação mais recente do balanço, agentes haviam apreendido R$ 57.379 em bens e valores relacionados às investigações, sendo R$ 34.228 em dinheiro vivo. Além do numerário, materiais de campanha e equipamentos eletrônicos também foram recolhidos para análise pericial.
A atuação dos policiais se dá no contexto da Operação Eleições 2026, que mobiliza efetivos em todos os 26 estados e no Distrito Federal. As equipes trabalham em parceria com o Ministério Público Eleitoral e com a Justiça Eleitoral para prevenir irregularidades nas proximidades de zonas de votação, apurar denúncias e dar cumprimento a mandados de busca ou de prisão expedidos pela Justiça quando necessário.
Segundo a corporação, até as 9h deste domingo já haviam sido instaurados três inquéritos policiais para aprofundar suspeitas de crimes contra o processo eleitoral. Além disso, os delegados lavraram seis termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) relativos a infrações de menor potencial ofensivo, como boca de urna e distribuição de material impresso em locais proibidos.
A legislação brasileira considera crime oferecer ou prometer vantagem em troca de voto, bem como fazer propaganda fora dos parâmetros fixados pela Justiça Eleitoral. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa. Nas situações em que o investigado é flagrado em flagrante, ele é conduzido à unidade policial para assinatura do TCO ou para autuação, conforme a gravidade do fato e determinação judicial.
Especialistas em direito eleitoral destacam que a rápida formalização de inquéritos e termos de ocorrência contribui para a celeridade no julgamento dos responsáveis. Eles lembram que o cronograma apertado das eleições exige tramitação prioritária de processos que possam influenciar o resultado das urnas.
O balanço parcial divulgado nesta manhã pode sofrer alterações ao longo do dia, já que a Polícia Federal mantém plantões em todos os estados para receber novas denúncias. O órgão reforça que qualquer cidadão pode comunicar irregularidades por meio do telefone 190 ou do aplicativo Pardal, mantido pela Justiça Eleitoral, preservando o sigilo da identidade do denunciante.
Até o encerramento da votação, a expectativa é de que as equipes continuem circulando nos locais de maior movimento para coibir práticas ilícitas. O objetivo, segundo a instituição, é assegurar que o eleitor exerça seu direito sem pressões indevidas e que o pleito transcorra com tranquilidade.
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