A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma apuração preliminar para analisar as condutas do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), na crise da covid-19 no estado do Amazonas. No caso do ministro, a PGR quer saber em até 15 dias se ele foi informado com antecedência sobre os problemas de fornecimento de oxigênio no estado.
Em documento obtido pela TV Globo, a PGR diz: “Solicito ao representado que envie, em até quinze dias, informações sobre o cumprimento, ou não, de medidas que são de competência do Ministério da Saúde, ante a notícia de que teria sido previamente avisado, na condição de titular da pasta, sobre a escassez crítica de oxigênio em Manaus por integrantes do governo do Amazonas, pela empresa que fornece o produto e até mesmo por uma cunhada, mas não agiu”.
Além de Pazuello, foi ampliado um inquérito que investiga possíveis desvios para o combate à covid-19 no Amazonas. Para isso, a Procuradoria-Geral da União quer avaliar a conduta do governador Wilson Lima (PSC).
Segundo o órgão, “a situação de comprometimento do sistema de saúde local indica a prática de grave omissão não apenas do Chefe do Poder Executivo Estadual (WILSON LIMA) e respectivos auxiliares (notadamente o Secretário de Saúde, MARCELLUS CAMPÊLO), como do Ex-Prefeito de Manaus, ARTHUR VIRGÍLIO NETO, responsável pela gestão da pandemia no município durante todo o ano de 2020, além, é claro, do atual gestor (DAVID ALMEIDA)”.
A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, destacou que há “severas dúvidas quanto à higidez da aplicação dos recursos públicos, notadamente federais, dirigidos ao Estado do Amazonas e ao Município de Manaus, para a prestação de atendimento à população vítima o coronavírus”.
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