O resultado das urnas definiu os eleitos para as 54 cadeiras do Senado. O PL saiu na frente e, somado aos mandatos de 2022, formará a maior bancada a partir de 2027; MDB e PT mantêm presença relevante.
As urnas de 2026 já definiram quem ocupará as 54 cadeiras do Senado Federal que estavam em disputa. O resultado confirmou uma forte presença do PL, partido que saiu das urnas com 19 das vagas renovadas e que, somado aos mandatos iniciados em 2022, passará a contar com a maior bancada da Casa a partir de 2027.
Partidos com maior número de eleitos
- PL – 19 senadores
- MDB – 7 senadores
- PT – 6 senadores
- PP, PSB, União Brasil e Novo – 3 senadores cada
- Republicanos, PSD, PSDB e Podemos – 2 senadores cada
- Rede e PDT – 1 senador cada
Com esse desempenho, o PL ultrapassou a marca de um terço das 54 cadeiras em jogo e garantiu crescimento expressivo na composição final do Senado, enquanto MDB e PT vieram logo depois, mas com distância considerável.
Estados onde o PL levou as duas vagas
- Distrito Federal
- Mato Grosso do Sul
- Rio de Janeiro
- Rondônia
- Santa Catarina
O partido também elegeu representantes únicos em Acre, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins, estendendo sua base a todas as regiões do país.
MDB e PT mantiveram presença nacional: o MDB garantiu cadeiras no Amazonas, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins, enquanto o PT conquistou os dois assentos da Bahia e mais um em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Composição estimada do Senado em 2027
- PL – 28 senadores
- PT – 9 senadores
- MDB – 8 senadores
- PP e Republicanos – 6 senadores cada
- PSD e União Brasil – 5 senadores cada
- PSB – 4 senadores
Esses números combinam os eleitos de 2026 aos 27 senadores que continuam em mandato até 2031. A nova correlação de forças indica que o PL terá papel estratégico nas votações decisivas, inclusive na escolha das mesas diretoras e na condução de pautas de interesse do Executivo.
O Senado exerce função de representação dos estados e do Distrito Federal, com cada unidade federativa contando com três cadeiras. As eleições deste ano renovaram dois terços do plenário, seguindo o formato majoritário em que se elegem os dois candidatos mais votados de cada estado, sem segundo turno.
Entre os mandatos em curso, há senadores licenciados para cargos no governo, como Wellington Dias (PT-PI), ministro do Desenvolvimento e Assistência Social. Caso retorne ao Senado, o PT poderá alcançar dez cadeiras, alterando levemente a configuração indicada até agora.
Além da elaboração de leis e da fiscalização do Executivo, cabe ao Senado aprovar autoridades indicadas para tribunais superiores, agências reguladoras e embaixadas, bem como deliberar sobre acordos internacionais e questões de interesse da Federação. A nova formação, portanto, será decisiva para o encaminhamento de temas sensíveis, que vão de reformas econômicas a indicações para vagas em cortes superiores.
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