Líderes de partidos têm demonstrado resistência à indicação da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Kicis é uma grande apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi vice-líder do governo na Casa e é investigada por disseminação de fake news e participação em atos antidemocráticos.
Segundo o portal UOL, ela é tida como uma pessoa de difícil diálogo, o que não permitira a fluidez na tramitação de projetos. Isso prejudicaria diretamente os trabalhos na CCJ, que é uma das comissões mais importantes, uma vez que analisa as proposições que tramitam pela Câmara pelo aspecto jurídico.
Ao UOL, um líder de partido disse que Kicis se equivocou ao adiantar a informação nas redes socais em vez de buscar apoio internamente. Já uma deputada que está acompanhando as negociações afirmou que a decisão a favor da bolsonarista é “uma avacalhação com a Casa”.
Outros líderes têm defendido a ideia de lançar como alternativa a deputada Margarete Coelho (PP-PI), aliada próxima de Arthur Lira (PP-AL), recém-eleito presidente da Câmara. Tais líderes falam que Margarete tem conhecimento jurídico e um perfil conciliador. Mas ainda há resistências pelo fato de ela ser do PP, mesmo partido de Lira, o que daria muito poder ao partido.
Atualmente, a CCJ possui preferência de indicação pelo PSL, por conta de um acordo feito com Lira para apoio na campanha da presidência da Casa. Segundo integrantes do partido, até agora não há o objetivo de rever o nome de Bia Kicis. O acordo seria para a CCJ com ela e a 1ª secretaria da Mesa Diretora com o presidente da legenda, Luciano Bivar (PE).
Outras possibilidades em relação à CCJ são a do Republicanos lançar Lafayette de Andrada (MG), e do PSOL indicar Fernanda Melchionna (PSOL-RS) como candidata avulsa para oposição. No caso deste primeiro, ele também é cotado para substituir Onyx Lorenzoni como ministro da Cidadania.
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