A presença de militares da ativa das Forças Armadas na gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) cresceu 33% desde que assumiu a presidência da República, em 2019. Número de nomeações cresceu 125% em relação às duas últimas décadas.
De acordo com o levantamento realizado pelo Jornal Folha de São Paulo, publicado neste sábado (18), nos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e Dilma Rousseff (PT-MG), a atuação dos militares era restrito aos ministério de Defesa e ao Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança do presidente.
Na gestão de Fernando Henrique, cerca de 5,2% do quadro de militares expandi o GSI. Já Lula aumentou vagas em 18,8%. Ao fim do mandato, o governo possuía 1.421 militares em algum ministério. A partir da gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB-SP), em 2016, o emedebista aumentou a presença de militares no governo, uma taxa de 4,8%. Ao fim do seu mandato, 1.925 cargos foram destinados às Forças Armadas.
Já Bolsonaro, em um ano e meio de governo, 2.558 militares da ativa ou reserva estão na base do governo. Atualmente, 10 de seus 23 ministros tiveram origem militar.
Um deles é o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, responsável pela coordenação das estratégias de combate ao novo coronavírus (covid-19). Ele foi alvo de críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que afirmou que o Exército estaria se associando a um genocídio.
Leia mais
Mais de 250 militares já ocuparam cargos comissionados na gestão de Jair Bolsonaro
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









