Por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ-SE), o Movimento Polícia Unida deverá pagar multa no valor de R$ 50 mil reais por cada ato praticado. Segundo o TJ-SE, o movimento, composto por policiais civis, militares e bombeiros, vem descumprindo decisão judicial, por ter realizado atos considerados “ilegais”, no último dia 15 de fevereiro.
A decisão foi do juiz de Direito, Gilson Félix dos Santos, impondo a multa em razão do descumprimento da decisão judicial, que determinava “a imediata suspensão do movimento paredista, com o retorno às atividades, como também para não voltarem a realizar novas paralisações ou suspensão parcial de trabalho”. Apesar da decisão, o movimento realizou ato em dia útil e horário de expediente, com interrupção do trânsito e do tráfego na região do bairro Jardins, em Aracaju.
O documento destacou ainda a conduta dos participantes do movimento contra símbolos oficiais estaduais e nacionais. “Ademais, a ação dos manifestantes em substituírem as bandeiras do Brasil e de Sergipe no pavilhão que fica na entrada do Palácio, verdadeiro acinte aos símbolos nacional e estadual, aliado ao decorrente do acesso às instalações, […] revela inquestionável abuso no exercício dos direitos que defendem”, argumentou o juiz.
O Movimento Polícia Unida é composto por duas entidades ligadas aos policiais civis: a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE) e o Sindicato dos Policiais de Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE); e por sete associações ligadas aos policiais e bombeiros militares: a Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise), a Associação dos Militares da Reserva e Pensionistas (Asmirp), a União Da Categoria Associada do Estado de Sergipe (Unica/SE), a Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (Aspra/SE), a Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública em Sergipe (Asimusep), a Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese) e a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe.
O ato do dia 15 de fevereiro aconteceu em frente ao Palácio dos Despachos, para cobrar, novamente, ao governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, o pagamento do adicional de periculosidade, reivindicado pela categoria há mais de um ano.
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