Um artigo no edital de concurso de quadrilhas Juninas da cidade de Cristinápolis, no Sul de Sergipe, causou revolta na comunidade LGBTQIA+. De acordo com a cláusula 15 do documento publicado na quinta-feira (18), não seria permitido o uso de vestimentas femininas em pessoas do sexo masculino, vice-versa.
“A falta de membros integrantes das quadrilhas juninas, não será permitido o “travestimento” de homem caracterizado de mulher ou vice-versa, e comprovando a infração, a quadrilha será punida em 10 pontos negativos no total de pontos obtidos”, diz o edital.
Diante da polêmica, a Prefeitura de Cristinápolis publicou uma retratação neste sábado (21), em que afirma que o item do edital foi alterado para um que ” melhor se adéqua ao que realmente quis ser transmitido como regra da disputa: “que não será permitida a substituição dos parceiros na competição”.
Ainda por meio de nota, a prefeitura pediu desculpas pela situação e alega que a inclusão e a liberdade de expressão são pautas defendidas pela gestão. “A transfobia jamais seria uma conduta adotada por essa Administração. Informamos, outrossim, que o regulamento, devidamente corrigido, será reenviado a todos os competidores, além da sua divulgação em nossas redes sociais”, finalizou.
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