O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou neste domingo (13) que seria “irresponsável” dar uma data para o início da vacinação contra a covid-19 no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais da própria pasta, ele afirmou que nenhum laboratório iniciou o processo de autorização para uso emergencial em caráter experimental da vacina com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Seria irresponsável darmos datas específicas para o início da vacinação, porque depende de registro em agência reguladora, posto que só saberemos da segurança completa quando finalizados os estudos clínicos da fase 3. Vale ressaltar, mais uma vez, que nenhum dos laboratórios sequer iniciou o processo de autorização para uso emergencial em caráter experimental”, afirmou Elcio Franco.
O secretário-executivo da Saúde também pontuou que o governo federal irá comprar e incluir no Plano Nacional de Imunização (PNI) a vacina produzida pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac. “Ao ser registrada e aprovada pela Anvisa, confirmando suas condições de segurança e eficácia, será também adquirida e adicionada ao Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19”, disse.
Ele ainda aproveitou para criticar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que anunciou o início do plano de vacinação no estado com a mesma vacina da Sinovac para 25 de janeiro: “Tudo isso contradiz o governador de São Paulo, João Dória, que se equivocou, talvez por desconhecimento do marco regulatório sanitário brasileiro”.
“Senhor João Doria, não brinque com a esperança de milhares de brasileiros, não venda sonhos que não possa cumprir, prometendo uma imunização com um produto que sequer possui registro nem autorização para uso. Lembro que o governo federal garantirá o direito à vacina, de um produto seguro, regularizado e eficaz”, completou.
Também no domingo (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski intimou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a esclarecer em um prazo de 48 horas a previsão de início e término do plano de imunização do governo federal contra a covid-19. Tal plano foi entregue ao STF na última sexta-feira (11).
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