Sergipe aparece entre os 10 estados brasileiros que aplicaram menos recursos em saúde durante a pandemia de covid-19, considerando os recursos provenientes da Receita Corrente Líquida (RCL). Por lei, cada estado deve aplicar, no mínimo, 12% da RCL em saúde por ano. Dezoito já destinaram, no primeiro semestre, este percentual.
O G1 fez um levantamento do percentual da Receita Corrente Líquida gasto em Ações e Serviços Públicos em Saúde de todos os estados brasileiros disponíveis nestes relatórios. A RCL é o somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes, deduzidos, principalmente, os valores transferidos.
Em 20º lugar, Sergipe investiu 11,7% da RCL nos seis primeiros meses. Depois aparecem Paraíba (11,5%), Maranhão (11%), Rio Grande do Sul (10,9%), Mato Grosso (10%), Paraná (9,6), Rio de Janeiro (8,1%), e em último lugar, Minas Gerais (7,7%), sendo o estado que menos investiu em saúde neste ano.
Tocantins foi o que investiu maior percentual da RCL, 17,86% nos primeiros seis meses deste ano, seguido por Pernambuco (17,2%), Pará (16,47%), Acre (16,36%), Distrito Federal (15,58%), Espírito Santo (15,57%) e São Paulo (14,26%).
Em maio, o Governo de Sergipe informou que nas ações de combate ao coronavírus foram investidos mais de R$ 21 milhões. Conforme o Estado, até àquela época já foram executados R$ 15.463.584,87 do montante repassado pelo Governo Federal; R$ 3.853.514,97 são recursos próprios e R$ 1.853.975,50 são recursos de patrocínio.
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