A Seplan divulgou o Perfil da Produção Agrícola Sergipana com base na PAM do IBGE. O estudo mostra aumento da safra e do rendimento do milho em 2025, segundo análise do Observatório de Sergipe.
Na última quarta-feira (28), a Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan) divulgou o Perfil da Produção Agrícola Sergipana, que apresenta um panorama da produção estadual no ano de 2025. O estudo foi elaborado com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), pesquisa publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pelo Observatório de Sergipe.
O levantamento reúne informações sobre as principais culturas temporárias e permanentes, incluindo indicadores de área plantada e colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção, além da distribuição territorial das atividades agrícolas no estado.
“Esse estudo, elaborado pelo Observatório de Sergipe, evidencia a diversidade e a força da agricultura sergipana, ao revelar como cada município e seu território contribuem a partir de diferentes vocações produtivas. A produção de milho e da mandioca, a citricultura, o coco-da-baía e a cana-de-açúcar demonstram a riqueza da produção estadual, com destaque aos municípios com maior força produtiva. Essas informações qualificam o planejamento público, orientam políticas adequadas às realidades locais e fortalecem as cadeias produtivas, impulsionando o desenvolvimento regional a partir das potencialidades de cada região.”
Explicou a subsecretária de Estudos e Pesquisas, que coordena o Observatório de Sergipe, Sarah França.
Segundo a análise, o valor da produção agrícola de Sergipe alcançou R$ 3,12 bilhões em 2025, abrangendo 27 culturas. As lavouras temporárias responderam por 70,6% desse total, equivalentes a R$ 2,20 bilhões, enquanto as lavouras permanentes representaram 29,4%, com R$ 916,1 milhões.
O milho em grão foi o principal destaque da agricultura sergipana: o valor da produção chegou a R$ 1,44 bilhão, correspondente a 46,2% do total estadual. Em quantidade, a produção de milho atingiu 1,25 milhão de toneladas em 2025, a maior registrada na série histórica de 2015 a 2025. Em comparação com 2024, houve crescimento de 36,4% na produção, acompanhado de aumento de 30,0% no rendimento médio, que chegou a 6.659 kg/ha.
Junto ao milho, laranja e cana-de-açúcar completaram o trio das principais culturas: a laranja respondeu por 16,5% do valor da produção estadual e a cana-de-açúcar por 9,6%. Esses três cultivos concentraram 72,3% do valor da produção agrícola do estado.
Entre as lavouras permanentes, a laranja ocupou a primeira posição em valor da produção, com R$ 516,0 milhões — 56,3% do total desse grupo em 2025 — e produção de 477,6 mil toneladas. O coco-da-baía figurou como a segunda cultura mais importante das permanentes, com R$ 186,9 milhões, equivalente a 20,4% do valor desse segmento.
A cana-de-açúcar registrou produção de 2,31 milhões de toneladas em 2025, com redução de 16,2% em relação ao ano anterior, mas permaneceu entre as três principais atividades agrícolas do estado em valor da produção.
A produção estadual de mandioca alcançou 165,5 mil toneladas em 2025. Entre os municípios produtores, Lagarto apresentou a maior participação, sendo responsável por 38,1% da quantidade produzida em Sergipe.
O levantamento também evidenciou a diversidade e a distribuição das vocações agrícolas nas regiões do estado. No agreste central, Carira e Frei Paulo se destacaram na produção de milho em grão. No alto e médio sertão, a cultura apresentou participação expressiva em municípios como Nossa Senhora da Glória, Gararu, Feira Nova e Nossa Senhora das Dores.
No centro-sul sergipano, Lagarto sobressaiu na produção de laranja, enquanto Simão Dias se destacou no cultivo de milho. No sul, Cristinápolis e Itabaianinha ganharam relevância na citricultura. No baixo São Francisco, Neópolis se destacou na produção de coco-da-baía e Japoatã no cultivo de limão.
Por sua vez, o leste sergipano e a Grande Aracaju apresentaram diversidade de atividades agrícolas, com destaque para a cana-de-açúcar e outras culturas, segundo o levantamento.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









