O setor de serviços brasileiro voltou a crescer em abril, com alta de 1,2% frente a março. O resultado encerra uma sequência negativa e aproxima o setor do patamar do fim de 2025.
O volume de serviços no país avançou 1,2% de março para abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada em 11/06 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho positivo rompeu uma sequência de cinco meses sem crescimento e levou o setor a operar praticamente no mesmo nível registrado no encerramento de 2025.
Na leitura imediatamente anterior, de março, houve recuo de 1,1%. Já na comparação com abril de 2025, o resultado de 2026 mostrou expansão de 1,9%, enquanto o acumulado de 12 meses manteve alta de 2,9%.
O levantamento acompanha 166 tipos de serviços distribuídos em cinco grandes grupamentos, todos eles no azul entre março e abril:
• Transportes, armazenagem e correio: +0,9%
• Serviços prestados às famílias: +1,4%
• Informação e comunicação: +0,5%
• Serviços profissionais e administrativos: +0,4%
• Outros serviços: +2,2%
Com peso de 36,4% na composição total, transportes, armazenagem e correio exerceram a maior influência na leitura mensal. Dentro desse bloco, o transporte aéreo de passageiros subiu 7%, revertendo perdas acumuladas de 16,6% verificadas em fevereiro e março.
“O setor de serviços se mantém operando em patamar elevado, apenas 0,3% abaixo do topo da série, alcançado em outubro de 2025, mas sem uma trajetória muito bem definida, seja ascendente ou descendente”, avaliou Rodrigo Lobo, analista responsável pelo estudo.
Segundo Lobo, o recuo de 14,45% nos preços das passagens aéreas medido pelo IPCA em abril ajudou a impulsionar a retomada do segmento, depois de dois meses seguidos de encarecimento de 18,4%.
No campo do transporte como um todo, o volume de passageiros cresceu 2,6% ante março, enquanto o de cargas encolheu 0,9%.
O índice de atividades turísticas (Iatur), que compila 22 segmentos diretamente ligados ao turismo, registrou avanço de 4,1% na passagem mensal. O acréscimo colocou o Iatur 11,2% acima do patamar pré-pandemia, medido em fevereiro de 2020, e 2,2% aquém do recorde histórico alcançado em dezembro de 2024. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador apresenta elevação de 2,7%.
Os resultados positivos de abril representam a maior variação mensal para o setor desde outubro de 2024, quando a alta foi de 1,3%. Apesar do alívio, economistas ponderam que a volatilidade recente — com alternância entre crescimentos modestos e recuos — sugere cautela antes de apontar uma tendência firme de aceleração.
Na série histórica, iniciada em 2011, o pico permanece em outubro de 2025. O movimento de abril deixou a distância em apenas 0,3 ponto percentual, indicando que, embora o setor esteja próximo do recorde, ainda não retomou plenamente o ritmo observado naquele período.
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