O pedido de investigação sobre os cheques depositados pelo ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz, na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (5), após formar maioria pela decisão.
Em maio, o ministro relator da ação, Marco Aurélio Mello, já havia arquivado do pedido, mas autor da notícia-crime contra Michelle, o advogado Ricardo Bretanha Schmidt recorreu da decisão individual e caso foi levado para o plenário.
Para basear seu voto, o relator citou o parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) que apontou que não havia informações de que o caso teria envolvido o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). E que, assim, não existiam elementos para abrir uma investigação no STF.
Além de Marco, os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber também entenderam pelo arquivamento.
O caso
O pedido de investigação foi feito em 2020 e pedia a apuração de depósitos no valor de 89 mil reais feitos pelo ex-assessor entre 2011 e 2016. Queiroz é acusado de ser um dos operadores de um esquema de rachadinha no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro.
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