BRASIL — A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal manteve a decisão que rejeitou a revisão da chamada “vida toda” para aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Recurso Extraordinário 1.276.977.
- Placar do julgamento virtual: 8 votos a 2 a favor de negar os embargos de declaração.
- Relator Alexandre de Moraes considerou inexistentes vícios na decisão anterior.
- Aposentados não serão obrigados a devolver valores pagos por decisões até 5 de abril de 2024.
- O processo ligado à ADI 2.111 terá destaque e voltará ao plenário físico sem data definida.
Votação e posicionamentos
O plenário virtual seguiu o voto do relator Alexandre de Moraes, que rejeitou os embargos à decisão que afastou a tese da revisão da vida toda. O resultado final foi de 8 a 2.
“A decisão embargada não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos.” — Alexandre de Moraes, relator
Além de Alexandre de Moraes, votaram com o relator os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques. Dias Toffoli e Edson Fachin divergem, defendendo suspensão dos processos até decisão final do plenário.
O que muda para os beneficiários
O Supremo já havia decidido que aposentados não podem optar pela regra mais favorável para recálculo do benefício, e a Corte reafirmou que pagamentos realizados por decisões definitivas e provisórias assinadas até 5 de abril de 2024 não serão reclamados de volta.
Próximos passos no STF
O presidente do STF pediu destaque na ação direta de inconstitucionalidade ADI 2.111, que trata do mesmo tema; com isso, o caso retornará ao plenário físico, sem data marcada para retomada do julgamento. Mais informações sobre o Tribunal estão disponíveis no site do STF.
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