O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, pediu para a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliar se a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) cometeu tráfico de influencia. A informação foi divulgada pelo Uol, nesta terça-feira (26).
Segundo a reportagem, parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram uma notícia-crime acusando Zambelli, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de ter cometido o crime de tráfico de influência e de advocacia administrativa. Ainda não existe prazo para que a PGR se manifeste sobre a denúncia.
De acordo com a reportagem, a ação tem como base as conversas trocadas no aplicativo Whatsapp entre Sérgio Moro e a deputada antes da exoneração do ministro.
Segundo as conversas, a deputada havia pedido que Moro aceitasse a troca na Polícia Federal (PF) desejada por Bolsonaro.
“E vá em setembro para o STF. Eu me comprometo a ajuda a fazer o JB [Jair Bolsonaro] prometer”. No entanto, Moro respondeu que não estava “à venda”.
Ainda de acordo com o site, para os parlamentares do PT, a fala de Zambelli “configura ato potencialmente ilegal” por ter envolvido a promessa de uma vaga no STF em troca da mudança na PF. Além de ter agido como “intermediadora de interesses”.
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