Boletim do TSE indica que as trocas representam 0,28% das 499.248 urnas distribuídas no país. Outros 50.038 equipamentos permanecem de prontidão; a Corte não detalha causas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 1.544 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas até as 15h30 deste domingo, 04/10, primeiro turno das Eleições 2026. O dado aparece no terceiro boletim do dia divulgado pela Corte. O volume representa 0,28% das 499.248 urnas distribuídas aos locais de votação em todo o país.
Segundo o balanço, outros 50.038 equipamentos seguem de prontidão para troca imediata caso novos problemas sejam detectados. A Justiça Eleitoral não detalha, em seus informes públicos, os motivos individuais de cada substituição. Em geral, esses episódios decorrem de falhas operacionais, como mau contato em cabos, telas que não acendem ou travamentos de software identificados por mesários antes ou durante a votação.
O procedimento de contingência prevê que, assim que um terminal apresenta defeito, a seção eleitoral é temporariamente interrompida. A equipe técnica, formada por servidores da Justiça Eleitoral e técnicos contratados, instala uma nova urna configurada previamente com a mesma memória de votação. O processo costuma levar poucos minutos e, de acordo com o TSE, minimiza filas e evita prejuízo ao sigilo do voto.
Caso a unidade substituta também apresente falha, a legislação mantém um recurso extremo: a adoção de cédulas de papel. Até o momento, esse cenário não se tornou necessário nas Eleições 2026, reforçando a estratégia de contingência eletrônica como primeira escolha.
Para o pleito deste ano, mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. A votação ocorre das 8h às 17h, sempre pelo horário local de cada município. Encerrado o expediente, os boletins de urna são impressos e afixados nas seções; em seguida, as mídias de resultado são transmitidas aos tribunais regionais eleitorais e ao TSE, que consolida a apuração.
Ao longo do dia, a Corte publica informes periódicos para atualizar dados estatísticos sobre o funcionamento das urnas, ocorrências pontuais e registro de quaisquer incidentes relevantes. O mesmo padrão de comunicação foi utilizado em eleições anteriores e tem como objetivo garantir transparência ao processo. Até a divulgação do próximo boletim, o número de urnas substituídas pode crescer, mas a expectativa é de que permaneça dentro da margem histórica — nos últimos pleitos, o índice de trocas oscilou entre 0,15% e 0,40% do total.
Com o término da votação eletrônica previsto para 17h, a totalização deve avançar rapidamente. Em eleições gerais anteriores, 100% das seções foram totalizadas ainda na noite do próprio domingo. A Justiça Eleitoral avalia que o mesmo cenário deve se repetir hoje, graças à agilidade do sistema de transmissão e ao reforço de equipes de tecnologia em todos os estados.
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