Um em cada três brasileiros com diabetes pode desenvolver retinopatia diabética, segundo estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Sem acompanhamento e tratamento adequados, a doença pode levar à cegueira. O alerta ganha força em novembro, mês do Novembro Azul de combate ao diabetes e do Dia Mundial do Diabetes, celebrado no dia 14.
O oftalmologista Dr. Bruno Campelo, especialista em retina, explica que a retinopatia diabética ocorre quando os níveis elevados de glicose no sangue, ao longo dos anos, danificam os pequenos vasos sanguíneos da retina. Um dos maiores riscos é que a doença pode avançar silenciosamente, sem apresentar sintomas nas fases iniciais.
“A retinopatia diabética não significa que o paciente necessariamente ficará cego. Hoje, com acompanhamento adequado e tratamento no momento certo, conseguimos evitar a perda grave da visão na grande maioria dos casos”, afirma.
Quais são os sinais
Entre os principais sinais de alerta estão visão embaçada, manchas escuras no campo visual, distorção das imagens e perda repentina da visão. Entretanto, a ausência desses sintomas não significa que os olhos estejam saudáveis. Por isso, pessoas com diabetes devem realizar avaliações oftalmológicas periódicas. Quando necessário, tratamentos como aplicações intraoculares, laser e procedimentos cirúrgicos podem ser indicados, dependendo do estágio da doença.
Como prevenir
Durante o Novembro Azul, o especialista chama a atenção para quatro pilares fundamentais na prevenção das complicações oculares: alimentação equilibrada, atividade física regular, acompanhamento com endocrinologista e avaliações periódicas com um especialista em retina. A combinação desses cuidados contribui para o controle da glicemia, a identificação precoce de alterações e a redução do risco de perda visual.
“É fundamental contar com orientação nutricional, praticar atividade física regularmente e manter o diabetes bem controlado com o endocrinologista. Mas existe um cuidado que não pode ser esquecido: o acompanhamento da retina. Mesmo sem sintomas, o paciente precisa examinar os olhos, porque identificar uma alteração no início pode fazer toda a diferença para preservar a visão”, reforça Dr. Bruno Campelo.
Para Dr. Bruno Campelo, o Novembro Azul é uma oportunidade de ampliar a conscientização sobre uma complicação que pode ser evitada em grande parte dos casos. “A cegueira não precisa ser o destino de quem tem diabetes. Quando existe acompanhamento multidisciplinar, controle adequado da doença e tratamento da retina no momento certo, conseguimos preservar a visão da grande maioria dos pacientes. Essa é a principal mensagem que precisamos levar à população”, conclui.
Com informações da assessoria
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