No domingo (04/10/2026), 78.833 brasileiros votarão em 207 seções distribuídas por três prédios em Lisboa, Portugal. É o maior fluxo do pleito, superando locais tradicionais em São Paulo e no Rio.
O maior fluxo de eleitores nas eleições brasileiras de 2026 ocorrerá a milhares de quilômetros do território nacional. No próximo domingo, 4 de outubro, a Universidade de Lisboa, em Portugal, concentrará o maior contingente eleitoral de todo o pleito, superando inclusive tradicionais colégios paulistanos e cariocas. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 78.833 brasileiras e brasileiros estão habilitados a votar em 207 seções distribuídas por três prédios da instituição portuguesa.
O levantamento oficial demonstra a crescente presença de eleitores registrados no exterior. Entre os 158,7 milhões de eleitoras e eleitores aptos a comparecer às urnas neste ano, quase 1 milhão reside fora do país. Para atender a esse público, 94.836 locais foram credenciados no Brasil e no exterior; 39 deles contam com apenas um eleitor cadastrado, enquanto Lisboa se consolida como o principal polo.
Universidade de Lisboa – distribuição interna
- Faculdade de Direito: capacidade para 34.144 eleitores
- Faculdade de Letras: poderá receber até 28.892 votantes
- Reitoria: 15.797 eleitores inscritos
A predominância lusitana não para na capital. O Instituto Superior de Engenharia do Porto (Isep) aparece logo em seguida como o segundo maior ponto de votação fora do Brasil, com 47.676 eleitores. Já o terceiro lugar fica nos Estados Unidos: o Kendall Campus do Miami Dade College, em Miami, aguarda 40.066 pessoas para votar no domingo.
Top 3 polos de votação no exterior
- Universidade de Lisboa (Lisboa): 78.833 eleitores
- Isep (Porto): 47.676 eleitores
- Kendall Campus – Miami Dade College (Miami): 40.066 eleitores
Dentro do Brasil, o maior local de votação permanece em São Paulo. A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) registrou 17.639 eleitores distribuídos em suas seções, número significativo, mas ainda distante dos totais verificados nos campi portugueses.
Especialistas em comportamento eleitoral observam que a concentração na capital portuguesa resulta da grande comunidade brasileira residente no país europeu e da facilidade de acesso à Universidade de Lisboa, situada em área central da cidade. Outro fator é a logística simplificada: urnas eletrônicas, estruturas de apoio e equipes de mesários voluntários serão alocadas nos três prédios, o que, na avaliação técnica, potencialmente reduz filas e agiliza a apuração dos resultados vindos do exterior.
Os números reforçam a importância do voto fora do território brasileiro. Cada seção instalada no exterior segue o mesmo rito adotado internamente: abertura às 8h e encerramento às 17h no horário local, respeitando a diferença de fuso para computar os resultados. A expectativa do TSE é de que, mesmo com a dispersão geográfica, a totalização ocorra em prazo semelhante ao das urnas brasileiras.
Para eleitores que votarão em outro país, o tribunal recomenda verificar antecipadamente o endereço exato da seção, portar documento oficial com foto e, se possível, apresentar o aplicativo e-Título. O documento digital permite localizar a mesa de votação e justificar eventual ausência, caso o eleitor esteja longe da cidade onde solicitou o registro.
Neste ano, os brasileiros escolherão presidente da República e deputados federais. Mesmo residindo no exterior, os eleitores participam apenas da eleição presidencial, mantendo o direito constitucional ao voto e contribuindo para o resultado final que sairá das urnas no domingo.
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