O presidente da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise), Coronel Adriano Reis, criticou o governador do Estado, Belivaldo Chagas (PSD), por supostamente querer aposentar os coronéis ativos da corporação de forma precoce. Segundo a autoridade, é contraditório o chefe do Executivo fazer essa mudança que requer muito dinheiro, quando resiste nas negociações para pagar o adicional de periculosidade para os profissionais da segurança pública.
Em entrevista à rádio Jornal neste sábado (11), o coronel afirmou que ainda não há nada oficial sobre o governo estadual querer aposentar os comandantes. Porém, desde já, mesmo com os boatos nos corredores dos quartéis, Adriano critica a medida, principalmente, pela resistência da gestão nas negociações da pauta da periculosidade, cobrada pela categoria.
“Nos bastidores dos quartéis fomenta-se isso de que haja essa mudança para por um coronel mais moderno. Me admira muito o governador dizer que não tem dinheiro para dar nossa periculosidade e vai ter que nos indenizar, com as férias, as licenças… Ou seja, vai gastar milhões para aposentar sem necessidade”, disse.
Sobre a Assembleia Geral, que aconteceu na quinta-feira (9), para discutir sobre o adicional de periculosidade, o coronel afirmou que todas corporações presentes na Assomise ratificaram o apoio “incondicional” pela luta da periculosidade. Segundo Adriano, na sexta (10), foi protocolada uma reestruturação para cobrar que o mesmo salário seja pago para todos da categoria.
* Com supervisão de Peu Moraes
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