A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) acaba de revisar para cima suas perspectivas para 2026. Segundo a entidade, as vendas de veículos novos devem crescer 8,6% no acumulado do ano, alcançando mais de 5,2 milhões de unidades emplacadas entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários.
Para o presidente da Fenabrave, Arcélio Junior, o ajuste reflete a performance acima do esperado registrada desde janeiro.
“A gente teve um crescimento acima do previsto e, diante disso, passamos a tarde revisando cada segmento para atualizar as projeções”,
explicou o executivo, durante entrevista coletiva em São Paulo.Nos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, a federação projeta agora avanço de 7,9%, com cerca de 2,7 milhões de unidades vendidas até dezembro. A estimativa anterior apontava elevação de apenas 3,02%. Já o mercado de motocicletas tende a estabelecer novo recorde histórico, com salto de 10% e volume superior a 2,4 milhões de unidades.
A revisão se apoia nos resultados já observados no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, o setor apresentou expansão de 16,01%, somando 2.715.403 emplacamentos. O crescimento, segundo a Fenabrave, foi impulsionado principalmente pelo programa federal Carro Sustentável, que reduz as alíquotas do IPI para modelos mais leves e eficientes. Também contribuíram a maior competição de preços e a ampliação da rede de concessionárias, hoje com 8.401 lojas afiliadas.
Considerando apenas automóveis e comerciais leves, o semestre fechou com avanço de 20,11% sobre igual período de 2025, totalizando 1.359.107 unidades. O segmento de motos teve desempenho igualmente aquecido: 1.174.459 unidades, alta de 14,10%.
Em sentido oposto, ônibus e caminhões ainda enfrentam retração. O acumulado do ano indica queda de 9,09% (61.020 unidades). Para o fechamento de 2026, a Fenabrave mantém previsão negativa de -7,8% para caminhões e -9,2% para ônibus.
Mesmo assim, junho trouxe sinal de recuperação: o emplacamento de caminhões subiu quase 15% ante maio e 13,5% frente a junho de 2025, fortemente apoiado no programa Move Brasil, que oferece juros reduzidos para renovação de frota. O diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, pondera, porém, que ainda há entraves.
“Os recursos do Move 2 já terminaram e muitas operações não viraram emplacamento por causa da burocracia”,
observou.Com dados robustos no semestre e programas de incentivo em andamento, a Fenabrave sustenta que o mercado automotivo brasileiro deve fechar 2026 em ritmo aquecido, consolidando o maior nível de vendas desde 2014.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.




