O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu no Palácio da Alvorada, no último sábado (23), um grupo de youtubers aliados, que tem entre seus membros uma investigada por propagar fake news. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, nesta segunda-feira (29). Em seus canais, esses comunicadores, que costumam ser divulgados pelos filhos do presidente como “fontes de informação”, seguem a mesma cartilha: atacam o Supremo Tribunal Federal (STF), a imprensa e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).
Em vídeos, boa parte deles também apoia o discurso do presidente contra o isolamento social em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19), o que contraria orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Uma das participantes do encontro com o presidente, a mineira Bárbara Zambaldi Destefani, de 33 anos, entrou na mira do inquérito do ministro Alexandre de Moraes que apura a existência de uma suposta rede bolsonarista de fake news. O perfil do Twitter de Bárbara aparece entre os 11 que o ministro apontou em sua decisão como parte de um mecanismo de criação e divulgação de notícias falsas.
Em seu canal, Bárbara, que se autodescreve como uma dona de casa e uma eleitora média de Bolsonaro, tem 581 mil inscritos. No Twitter, são 243 mil seguidores. No último sábado, ela conseguiu uma entrevista exclusiva com o presidente da República com quase uma hora de duração. Em vídeo dias depois, ela disse que a após a entrevista acabou citada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, que teria pedido a quebra do seu perfil no Twitter.
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