Distribuidoras anunciam planos de contingência para garantir energia no domingo, 4 de outubro. A Aneel pediu atenção prioritária a locais de votação, TREs e TSE e a suspensão de intervenções não emergenciais.
As distribuidoras de energia elétrica em todo o Brasil confirmam que adotarão planos de contingência para assegurar fornecimento contínuo no próximo domingo, 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) encaminhou ofícios às geradoras, transmissoras e distribuidoras determinando atenção prioritária a locais de votação, aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além da suspensão de intervenções não emergenciais nas redes.
Segundo a autarquia, qualquer interrupção registrada no dia da votação estará sujeita a fiscalização imediata. Equipes extras deverão permanecer de prontidão desde a madrugada, com foco em reparos emergenciais e suporte a eventuais solicitações dos tribunais.
As próprias concessionárias relatam que intensificaram inspeções preventivas nos últimos meses. A Neoenergia, responsável pela distribuição em seis estados – Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Pernambuco, Distrito Federal e Bahia –, informa ter revisado cerca de 133 mil quilômetros de redes e executado aproximadamente 910 mil podas de vegetação próxima a cabos.
Já a Enel, que atende parte do Rio de Janeiro, São Paulo e todo o Ceará, manterá geradores móveis em pontos estratégicos próximos a zonas eleitorais consideradas críticas. A empresa afirma ainda que centros de operação estarão em contato direto com os TREs para agilizar respostas a possíveis ocorrências.
Controle semelhante será adotado pela Energisa, que administra 11 distribuidoras espalhadas do Acre a São Paulo. A companhia planeja monitorar mais de 9,3 mil locais de votação, estabelecendo comunicação permanente com autoridades eleitorais e acionando equipes próprias e terceirizadas em caso de falha no suprimento.
Na região Norte e em parte do Nordeste e Sul, a Equatorial Energia reforçará o efetivo e acompanhará a previsão do tempo, já que chuvas fortes ou ventos intensos podem elevar o risco de interrupções.
“Haverá aumento de equipes de plantão para atender às milhares de zonas eleitorais espalhadas pelo país”,
afirmou a presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Patrícia Audi, descrevendo a operação como “gigantesca” diante da capilaridade do pleito nacional.
No primeiro turno, os eleitores escolherão deputados federais, estaduais e distritais, governadores, dois senadores por unidade da federação e o presidente da República. Caso nenhum candidato ao Executivo atinja maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro. Até lá, a Aneel pretende manter o esquema de vigilância reforçada, repetindo o protocolo no dia decisivo, se necessário.
A autarquia destaca que as distribuidoras respondem por levar energia até residências, escolas e demais estabelecimentos que funcionarão como seções eleitorais. Por isso, caberá às empresas mobilizar recursos humanos, veículos, equipamentos de reserva e tecnologia de monitoramento remoto para reduzir ao máximo o tempo de eventual restabelecimento.
Sob coordenação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as empresas também revisarão diariamente as condições de carga, geração e transmissão, buscando mitigação de riscos antes, durante e após a votação e a apuração.
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