No sábado (03/10), em Brasília, técnicos fizeram o teste final que comprovou que os softwares das urnas são os mesmos lacrados e assinados digitalmente pela Justiça Eleitoral. A Zerézima atestou inexistência de votos antes da abertura da votação.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou neste sábado, 03/10, o teste final de integridade dos programas que serão empregados no primeiro turno das Eleições 2026. A verificação ocorreu na sede da Corte, em Brasília, e confirmou que os softwares preparados para receber e totalizar os votos permanecem exatamente os mesmos que haviam sido lacrados e assinados digitalmente pela Justiça Eleitoral durante o ciclo de preparação do pleito.
Na mesma cerimônia, foi emitida a Zerézima, relatório que atesta a inexistência de votos armazenados nas urnas eletrônicas antes da abertura oficial da votação. Esse procedimento é considerado uma das principais garantias de transparência do processo, porque documenta que todas as máquinas partem de zero, sem qualquer registro prévio de candidato ou legenda.
De acordo com técnicos do tribunal, a conferência de hoje envolveu a checagem de hash codes — códigos de autenticidade gerados pelos próprios sistemas — e a comparação desses números com os registrados no momento do lacre. A coincidência integral dos resultados demonstrou que não houve alteração de linhas de código ou inserção de módulos estranhos desde a última inspeção pública.
Além da verificação centralizada, etapas de conferência semelhantes serão executadas nos locais de votação na manhã de domingo. Antes que o primeiro eleitor digite seu voto, cada seção imprimirá outro relatório de Zerézima, exibido e assinado pelos mesários. O documento permanece afixado em local visível para consulta de fiscais e eleitores ao longo do dia.
O TSE destacou que o acompanhamento de todas as etapas pôde ser feito por partidos, entidades de fiscalização e observadores nacionais e estrangeiros. Essa abertura, segundo a Corte, reforça a confiança no sistema eletrônico adotado no país desde 1996.
Os eleitores que pretendem utilizar o aplicativo e-Título para apresentar o documento oficial de votação devem fazer o download ou a atualização antes do início da votação. O tribunal também relembrou os grupos prioritários que terão preferência nas filas: pessoas acima de 60 anos, gestantes, lactantes e cidadãos com deficiência ou mobilidade reduzida.
Para o pleito de amanhã, foi mantido o esquema integrado de segurança pública em todas as unidades da federação, medida que envolve forças estaduais e federais. O objetivo é garantir o livre exercício do voto e a rápida apuração dos resultados que serão divulgados após as 17h pelo horário de Brasília.
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