Quartel-general no CICC, em Cidade Nova, coordenará a operação de segurança das eleições do 1º turno de sábado (03/10) até a apuração. Mais de 50 mil câmeras e equipes federal e estadual monitorarão vias e seções.
O governo do Rio de Janeiro instalou um quartel-general no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, para coordenar as ações de segurança durante o primeiro turno das eleições, que acontece no domingo, 04/10. O espaço funcionará ininterruptamente desde a manhã de sábado, 03/10, até o fim da apuração, reunindo profissionais dos âmbitos federal e estadual.
O CICC opera como cérebro da operação. De lá, mais de 50 mil câmeras transmitem imagens em tempo real de vias públicas, unidades eleitorais e áreas estratégicas. A estrutura inclui 33.900 câmeras do Sistema 190 Integrado, equipamentos de reconhecimento facial, leitura de placas e 15.300 câmeras corporais nos uniformes da Polícia Militar.
“Os ‘olhos’ da segurança pública estarão espalhados por toda a parte. São 33.900 câmeras do Sistema 190 Integrado, composto por equipamentos disponibilizados por instituições públicas e privadas e 15.300 câmeras corporais acopladas aos uniformes dos policiais militares”, informou, em nota, o governo do estado.
O arsenal tecnológico conta ainda com 1.544 câmeras instaladas em viaturas da PM. Segundo a administração estadual, essa malha eletrônica pretende acelerar a tomada de decisões e ampliar a capacidade de resposta a eventuais intercorrências relacionadas ao pleito.
No CICC, representantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) dividirão a mesa de operações com comandos da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Gabinete de Segurança Institucional, Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Correios e Agência Brasileira de Inteligência. A integração foi planejada para que qualquer incidente seja comunicado e tratado em poucos minutos.
A cúpula da Polícia Militar estará presente, assim como oficiais dos quatro Comandos de Policiamento de Área da região metropolitana, do Comando de Policiamento Especializado e do Comando de Polícia de Proximidade.
“A presença dos comandantes intermediários será fundamental para acionar com mais agilidade as unidades operacionais”, destacou a nota oficial.
Além do monitoramento em tempo real, cada uma das 165 zonas eleitorais — 49 na capital e 116 distribuídas pelos demais municípios — contará com um oficial da PM ao lado do respectivo juiz eleitoral. A dinâmica busca criar um canal direto entre a Justiça Eleitoral e o topo da hierarquia policial.
Segundo o governo estadual, esse contato permanente “permitirá que o comando das ações de segurança seja informado com antecedência de qualquer fato que possa afetar a rotina da votação”.
O planejamento conjunto entre Executivo fluminense e TRE visa oferecer um ambiente tranquilo a eleitores, mesários e servidores. Caso sejam detectadas anomalias, a prioridade será a rápida mobilização dos recursos humanos e tecnológicos já distribuídos pelo território fluminense.
Com essa estrutura, as autoridades projetam um primeiro turno mais seguro, tanto no deslocamento dos eleitores quanto nos locais de votação e arredores.
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