Após o Facebook derrubar 73 contas ligadas a pessoas do gabinete do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seus filhos e aliados, pesquisadores do Laboratório Forense Digital do Atlantic Council apontam que a operação também atingiu perfis que promoveram a esquerda na América do Sul.
Segundo a reportagem do jornal Folha de São Paulo, desta sexta-feira (10), entre os alvos da operação da rede de Mark Zuckerberg, estão pessoas ligadas ao ex-presidente do Equador, Rafael Correa, e ao atual, Lenon Moreno, além de contas de apoiadoras do ditador venezuelano Nicolas Maduro e do presidente da Argentina, Alberto Fernandez.
De acordo com os pesquisadores, uma série de perfis fictícios e contas falsas divulgaram conteúdo no Facebook e no Instagram durante campanhas presidenciais no Chile, em 2017, e Venezuela, Argentina e Uruguai, em 2019.
A investigação chegou a empresa de relações públicas Estraterra, que tem como cofundador, Roberto Wohlgemuth. Ele trabalhou na Secretaria Nacional de Administração Pública do Equador no mandato de Correa, entre 2007 e 2017. Ao todo, o Facebook eliminou 77 páginas, 41 contas de usuários na rede social e 56 perfis do Instagram ligados a empresa.
Ainda de acordo com o jornal, o laboratório ainda identificaram perfis fakes que se passavam por agências de notícias independentes ou com o objetivo de apoiar líderes de esquerda e divulgar conteúdo político negativo à direita.
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