A 26ª edição do ato Grito dos Excluídos que concorre tradicionalmente após o desfile oficial de 7 de setembro, vai lançar neste ano a campanha ‘Negros e Negras pela vida e contra a violência policial e o genocídio da juventude negra’ para denunciar genocídio da juventude negra em Sergipe. Na capital sergipana a concentração está marcada para 8h da manhã, na Praça da Igreja Pio X, em frente ao Colégio Ivo do Prado, no Bairro 18 do Forte, Zona Norte.
No Brasil, os casos de homicídio de pessoas negras aumentaram 11,5% entre 2008 e 2018, de acordo com o Atas da Violência 2020, divulgado nesta semana. Segundo a análise, Sergipe apresentou a quarta maior taxa de pessoas negras violentadas no país. No período avaliado, o número saltou de 404 para 1.079 mortes, com uma taxa de 167,1% a mais. Entre as mulheres, 85% eram negras.
“O Brasil só será realmente independente quando a população jovem e negra for respeitada. Quando toda a população tiver garantidos os seus direitos e a sua dignidade humana respeitados em todos os aspectos, então poderemos realmente comemorar independência. O Estado não pode simplesmente assassinar a nossa juventude negra e não prestar satisfação à sociedade sobre estes crimes”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe, Roberto Silva,.
Os manifestantes devem cobrar respostas sobre o assassinato do designer Clautenis José dos Santos, que estava voltando para casa através de um carro de aplicativos de corridas, quando o veículo foi interceptado no bairro do Búgio, Zona Norte de Aracaju, pela polícia que disparou tiros contra Clautenis sem que ele tivesse direito à defesa, o designer morreu no local. Há aproximadamente 1 ano ocorreu o assassinato que segue sem qualquer resposta ou satisfação do Estado.
Também será denunciado o assassinato recente, no Bairro Cidade Nova, do jovem Anthony Sheldon, de 22 anos, executado pela polícia. No vídeo da execução, amplamente divulgado no aplicativo WhatsApp, a vítima já estava rendida quando os disparos foram efetuados.
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