O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou ao portal Metrópoles que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é “uma azeitona” e que “em 2022, a política vai cuspir esse caroço”. Witzel foi afastado do governo e determinado no último dia 5 de novembro, por um tribunal misto que julga seu processo de impeachment, a desocupar o Palácio Laranjeiras.
“Nós temos um presidente que só pensa na reeleição. Um país que está girando em torno da família Bolsonaro. A política pode perceber que Bolsonaro foi útil até 2022. Então, vamos fazer aqui uma comparação: é como uma azeitona que está todo mundo mastigando porque ela está suculenta, está saborosa, mas quando chegar em 2022, será só o caroço. E a política vai cuspir esse caroço”, disse ele.
Witzel e a família Bolsonaro foram aliados na campanha eleitoral em 2018. Mas quando ambos assumiram seus mandatos em 2019, atritos começaram a aparecer, como caso das “rachadinhas” envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando ele era deputado estadual no RJ.
Segundo o governador afastado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu que nada fosse feito com seus filhos. “Se o Bolsonaro, naquele momento, fez aquele pedido para mim, significava que ele tinha a suspeita de que eu faria de tudo para destruir a família dele”, acrescentou.
Por fim, Wilson Witzel também rechaçou as acusações de corrupção que o tiraram do governo, incluindo a que teria havido desvio de dinheiro da área da saúde. Neste último caso, ele criticou a delação de Edmar Santos, ex-secretário de saúde do governo, e afirmou que houve uma tentativa de manipulação.
“A delação de Edmar Santos é a de um homem desesperado. […] Advogados que estão trabalhando no meu processo fizeram um relatório que aponta falhas de gravação, espaços em que a gravação para. Depois, o Edmar começa a responder e volta a falar do caixa único. Me parece que, nos vídeos que o Edmar gravou, há uma tentativa de manipulação das respostas dele”, ressaltou.
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