A apresentadora do programa Bahia no Ar, da TV Record, Jéssica Smetak, afirmou que o soldado da polícia militar baiana, Wesley Soares, morto após ter um surto psicótico no Farol da Barra, no domingo (29), ficava mal por ter que reprimir os cidadãos.
“Ele fez uma viagem do sul da Bahia pra capital. Ele queria ser visto, queria ser ouvido porque algo incomodava ele nesses 13 anos e algo se agravou nesta pandemia, segundo o soldado Wesley, pelas ordens que ele recebia do comando, provavelmente por causa dos decretos de tirar cidadão do meio da rua, fechas estabelecimentos… ele se sentiu mal em ir contra a esses princípios pessoais dele, que é ter que reprimir o cidadão correto que está lá na rua trabalhando”, disse Jéssica.
De acordo com a apresentadora, a situação precisa ser ouvida, pois, “pode ser que existam outros policiais como Wesley sentindo essa angústia que possa cometer esses mesmos atos”.
Ainda durante o programa, a apresentadora também criticou a forma como a polícia baiana conduziu a situação, que terminou com a morte do soldado. “Não tinha outro meio pra tentar controlar? Spray de pimenta, tiro no pé. Ele levou um tiro na barriga”, disse.
O enterro do Policial Militar, Wesley Soares Góes, 38 anos, causou aglomeração de familiares e colegas que fizeram homenagens ao soldado, no cemitério Campo Santo, em Itabuna, na segunda-feira (29).
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