A rede municipal de saúde de Aracaju oferece atendimento integral às mulheres, do nascimento à terceira idade. Entre os serviços estão pré-natal, planejamento familiar e rastreamentos para câncer de mama e colo do útero.
O cuidado com a saúde da mulher é ofertado pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em todas as fases da vida. Nos equipamentos da rede municipal, estão disponíveis consultas, acompanhamento médico, exames para rastreamento dos cânceres de mama e do colo do útero, planejamento familiar com métodos contraceptivos e acompanhamento pré-natal.
A assistência também abrange mulheres diagnosticadas com câncer ou outras doenças, inclusive condições que não são exclusivas do público feminino. A proposta é garantir o acompanhamento necessário para o cuidado com a saúde e a qualidade de vida.
Na vida adulta, além do acompanhamento médico regular e da vacinação, as usuárias contam com o planejamento familiar oferecido pela rede municipal. O serviço permite o planejamento da vida reprodutiva com orientação profissional e acesso a diferentes métodos contraceptivos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A rede municipal também disponibiliza o rastreamento do câncer do colo do útero. A partir deste mês, o teste molecular de DNA-HPV passa a ser ofertado para mulheres e pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos. O exame substitui o citopatológico, conhecido como papanicolau, e identifica a presença do papilomavírus humano (HPV), especialmente os tipos oncogênicos, antes do desenvolvimento de lesões no colo do útero.
A enfermeira responsável pela saúde da mulher, Marília Uchôa, afirma que o novo teste representa um avanço na prevenção por possibilitar a detecção do vírus antes do surgimento de alterações celulares. “Quando a gente fala de prevenção, falamos do citopatológico, mas nele, às vezes, a paciente já está com lesão, seja grau 1, 2 ou 3. E, nesse novo teste, vamos detectar o vírus oncogênico antes de ele causar lesão”, explicou.
Segundo a profissional, o intervalo de cinco anos entre os exames também ajuda a organizar as coletas e a reforçar a busca ativa de mulheres com o acompanhamento preventivo em atraso. “Como a pessoa só precisa fazer esse exame a cada cinco anos, nós conseguiremos fazer uma coleta organizada e fazer a busca ativa daquelas que estão com exames desatualizados e não vêm à unidade”, ressaltou.
O rastreamento do câncer de mama também integra os serviços das Unidades de Saúde da Família (USFs). A mamografia bilateral é disponibilizada pela rede municipal e, para mulheres na faixa etária indicada ao rastreamento de rotina, deve ser realizada a cada dois anos, conforme as recomendações vigentes.
Para mulheres com menos de 50 anos, a indicação da mamografia considera fatores como a presença de sintomas e o histórico familiar da doença. Segundo a enfermeira, o exame também é ofertado para mulheres a partir de 40 anos quando há histórico familiar de câncer, principalmente entre parentes de primeiro grau, como mãe.
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