A Prefeitura de Aracaju iniciou, nesta terça-feira, 27, o projeto Cuidar Sem Obstáculos, com práticas voltadas ao bem-estar de pessoas com deficiência. A ação reúne Semdef e SMS na sede da secretaria, no Grageru.
A Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Semdef), em ação conjunta com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), iniciou nesta terça-feira, 27, as atividades do projeto Cuidar Sem Obstáculos. O encontro, realizado na sede da Semdef, no bairro Grageru, marcou o começo da primeira turma, que recebe Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) adaptadas às necessidades das pessoas com deficiência.
A primeira atividade reuniu participantes em uma programação direcionada ao bem-estar físico, emocional e mental, com meditação, rodas de conversa e ações de autoconhecimento. O projeto também prevê o acompanhamento de uma equipe multiprofissional, responsável por avaliações físicas e nutricionais para orientar a elaboração de planos individuais de cuidado.
Para a secretária da Semdef, Camilla Feitosa, a iniciativa busca contribuir para a qualidade de vida das pessoas com deficiência por meio de acolhimento e cuidados individualizados.
“O projeto Cuidar Sem Obstáculos, com a aplicação das PICS, vai ajudar com a acupuntura, massagens, um cuidado integral do ser humano que vive na correria diária. As pessoas com deficiência também precisam ter um momento de acolhimento e de cuidados focados no ser, com ações individualizadas. Pensando nisso, Liana trouxe a ideia para fazermos uma ação integrada com a Saúde”, explicou Camilla.
De acordo com a assessora técnica das PICS da SMS, Liana Nascimento Freire, a parceria com a secretária Camilla Feitosa favorece a troca de conhecimentos entre profissionais e participantes.
“É uma ação integrada de troca de saberes mútuos. Nós trouxemos uma equipe multiprofissional para traçar um plano de tratamento integrativo entre atividade física, qualidade de vida e alimentação, visando desenvolver o aspecto emocional e mental e, consequentemente, a saúde física. Aqui vamos aprender muito juntos”, destacou Liana.
O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPcD), Luiz Carlos da Silva, integra a primeira turma do projeto e aprovou a experiência. “É uma sensação diferente, bacana, que deixa até o corpo e a mente leves. Eu gostei bastante dessa aula, dessa prática integrativa que vai buscar um pouco de paz pra gente nesse momento”, relatou Luiz Carlos.
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são recursos terapêuticos que complementam tratamentos convencionais e podem contribuir para a prevenção de doenças e a promoção da saúde, conforme as necessidades de cada pessoa e a orientação dos profissionais responsáveis. As práticas valorizam a escuta, o acolhimento, a relação entre profissionais e pacientes e a conexão do indivíduo com o meio ambiente e a sociedade, além de incentivar a autonomia e o autocuidado.
A proposta considera a pessoa de forma integral, levando em conta aspectos físicos, emocionais, mentais e sociais.
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