O ano de 2021 começou com um salto na taxa de pobreza extrema no Brasil. Após o fim do auxílio emergencial em dezembro, o país tem mais pessoas na miséria do que antes da pandemia e em relação ao início da década passada, em 2011. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, neste sábado (30).
Neste mês, 12,8% dos brasileiros passaram a viver com menos de R$ 246 ao mês, o equivalente a R$ 8,20 ao dia, considerado linha de pobreza extrema pela FGV Social, de acordo com dados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (Pnads) Contínua e Covid-19.
Segundo projeção da FGV Social, quase 27 milhões de pessoas estão nesta condição já no início deste ano. Em comparação com o segundo semestre de 2020, quando o pagamento do auxílio emergencial a cerca de 55 milhões de brasileiros chegou a derrubar a extrema pobreza, em agosto, o percentual aumentou para 4,5% (9,4 milhões de pessoas).
O pagamento do auxílio emergencial custou cerca de R$ 322 bilhões aos cofres públicos. Com essa e outras medidas emergenciais, em 2020, a dívida pública saltou 15 pontos, atingindo 89,3% como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 6,6 trilhões.
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