Com 98,76% das urnas apuradas, Cadu de Lula (PT) teve 1.059.700 votos (50,71%), contra 1.030.049 de Allyson Bezerra (49,29%). Decisão no segundo turno refletiu polarização intensa.
Com 98,76% das urnas apuradas, o Rio Grande do Norte já definiu quem comandará o Executivo estadual pelos próximos quatro anos. Cadu de Lula (PT) alcançou 1.059.700 votos válidos, o equivalente a 50,71% do eleitorado, e derrotou Allyson Bezerra (União), que somou 1.030.049 votos (49,29%). O cenário apertado confirmou o clima de acirrada polarização registrado ao longo da campanha e manteve em suspense o resultado até as últimas seções apuradas.
A disputa foi decidida no segundo turno depois de nenhum candidato atingir a maioria absoluta no pleito inicial. Desde o começo da nova rodada de votação, pesquisas indicavam equilíbrio. As urnas confirmaram a previsão e registraram diferença de pouco mais de 29 mil votos entre os dois concorrentes.
Cadu de Lula tem 48 anos, é auditor fiscal de carreira e ocupou a Secretaria Estadual da Fazenda durante a gestão de Fátima Bezerra. Esta foi a primeira vez que ele concorreu a um cargo eletivo, opção motivada, segundo aliados, pela experiência administrativa adquirida no setor público e pela proximidade com a atual chefe do Executivo estadual.
O adversário, Allyson Bezerra, atualmente prefeito de Mossoró, optou por permanecer na disputa mesmo após a renúncia temporária da prefeitura. Ele investiu em uma narrativa que valorizava resultados obtidos na administração municipal para convencer o eleitorado de que seria capaz de aplicar o mesmo modelo em todo o estado.
Apesar de não ter vencido, Allyson foi decisivo para levar a eleição ao segundo turno e interromper a possibilidade de vitória em primeiro turno do rival. No fim, porém, o apoio de legendas de esquerda e a votação expressiva na capital e em parte da região agreste consolidaram a vitória petista.
Especialistas em política local observam que o resultado reforça a continuidade de uma agenda fiscal mais austera, característica destacada durante a passagem de Cadu pela Fazenda. Eles também apontam que a presença de um estreante no Palácio Potengi testará a capacidade de articulação do novo governador em uma Assembleia Legislativa historicamente fragmentada.
Com a confirmação, o Tribunal Regional Eleitoral deve concluir a totalização e proclamar oficialmente o vencedor ainda hoje. Na sequência, será aberta a fase de transição, momento em que equipes do atual governo e da futura gestão alinharão dados orçamentários e definirão prioridades para o início de 2027. A posse ocorrerá em 1º de janeiro.
Em todo o estado, o domingo de votação registrou movimento tranquilo, segundo boletins do TRE. Houve troca de urnas em alguns locais por falhas técnicas, mas nenhum episódio de violência ou intercorrência grave foi comunicado pelos órgãos de segurança.
Analistas lembram que o novo governador herdará desafios como o equilíbrio das contas públicas, a retomada de obras de infraestrutura paralisadas e a expansão de programas sociais, temas que permearam os debates televisivos e as sabatinas organizadas por entidades de classe.
Agora, os potiguares aguardam o início da transição para conhecer os nomes que comporão o secretariado e a estratégia de Cadu de Lula para cumprir as promessas firmadas em campanha, entre elas a revisão do plano de cargos dos servidores e o incentivo à energia eólica no interior.
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