O conselho de administração da Petrobras aprovou, nesta terça-feira (23), a convocação de assembleia de acionistas para votar a substituição de Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna. Esta foi a primeira reunião após anúncio de que o governo quer trocar o comando da companhia. As informações são da Folha de São Paulo.
Apesar da aprovação, a votação não foi unânime. Dos 11 membros do colegiado, 3 votaram contra a convocação. Do restante, apenas 6 votaram a favor. Castello Branco não votou, e o conselheiro Nívio Ziviani não participou da reunião.
De acordo com o jornal, a Petrobras não divulgou o mapa de votação. Em nota, o conselho afirmou que continuará a zelar com rigor pelos padrões de governança da Petrobras, “inclusive no que diz respeito às políticas de preços de produtos da companhia”.
Apesar de negar interferências na política de preços, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem feito críticas à gestão Castello Branco, especialmente aos últimos reajustes nos preços dos combustíveis, desde que anunciou o desejo de trocar o comando da estatal.
Com a saída de Castello Branco do conselho, outros sete conselheiros também serão ser destituídos, já que todos foram eleitos de forma conjunta em 2020. A nova assembleia, que ainda não foi agendada, vai eleger oito novos conselheiros para a companhia.
Na reunião, que durou cerca de dez horas, Castello Branco se queixou ao conselho da maneira como sua substituição foi anunciada, primeiro com declarações públicas de Bolsonaro e depois em uma publicação do presidente da República em uma rede social.
Leia mais:
Bolsonaro diz que troca na Petrobras é natural e prega previsibilidade
Petrobras perde R$ 102,5 bi em valor de mercado após intervenção de Bolsonaro, diz site
Mudança no comando da Petrobras pode parar na Justiça, diz representante de acionistas minoritários
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









