O dólar caiu 1%, a R$5,142, menor desde 10/08. O Ibovespa subiu 1,85% (171.031,73 pts), puxado por apetite ao risco externo, expectativas eleitorais e sinais de liquidez nos EUA.
O pregão desta sexta-feira (21) encerrou com sinal positivo para os investidores brasileiros. O dólar comercial à vista caiu 1%, fechando a R$ 5,142, no menor patamar desde 10 de agosto. Já o Ibovespa subiu 1,85%, alcançando 171.031,73 pontos e garantindo a terceira alta consecutiva. O desempenho local refletiu a combinação de um mercado internacional menos avesso ao risco, expectativas eleitorais internas e a perspectiva de maior liquidez nos Estados Unidos.
No exterior, a divisa norte-americana se enfraqueceu diante de seis moedas fortes, fazendo o índice DXY recuar para a faixa dos 98,8 pontos, o menor nível em três meses. Analistas apontam que a possibilidade de o Tesouro dos EUA recomprar títulos de longo prazo aumentou o apetite por ativos de países emergentes, beneficiando o real e o peso chileno, que estiveram entre as moedas com melhor performance do dia.
Além do alívio no câmbio, o movimento comprador na B3 foi sustentado, principalmente, pelos papéis de grandes bancos. O fluxo estrangeiro, entretanto, segue no radar. Dados da bolsa indicam saída líquida de R$ 22 bilhões em agosto até o dia 19, mas a sequência de ganhos recentes ameniza parte das perdas vistas no início do mês.
Mercado – Principais números
- Dólar comercial: R$ 5,142 (-1% no dia)
- Semana do dólar: -1,53%
- Ibovespa: 171.031,73 pontos (+1,85% no dia)
- Semana do Ibovespa: +2,45%
- Brent: US$ 94,39 por barril
- Semana do Brent: +6,6%
No mercado de commodities, o petróleo Brent avançou 0,65%, fechando a US$ 94,39. A valorização semanal chegou a 6,6%, impulsionada pelas tensões persistentes no Oriente Médio e pela redução no tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e pelo Mar Vermelho. O WTI, referência nos Estados Unidos, ganhou 0,26% no dia, terminando a US$ 87,06 por barril e acumulando alta de 5,6% na semana.
Segundo operadores, a combinação de dólar mais fraco e barril de petróleo acima de US$ 94 reforça o interesse por ações ligadas a commodities, mas também impõe cautela sobre os efeitos inflacionários. O mercado de juros futuros refletiu a mesma percepção, com ajustes moderados nas taxas de longo prazo.
A cena política brasileira também esteve no foco. Investidores monitoram pesquisas e declarações de candidatos, buscando pistas sobre a condução futura da política fiscal. Enquanto isso, no âmbito externo, as discussões no Congresso dos EUA sobre o teto da dívida e o pacote de recompra de títulos seguem no radar e podem alterar o humor global nas próximas sessões.
Com a queda desta sexta, o dólar acumula perda de 1,53% na semana, enquanto o Ibovespa sobe 2,45% no mesmo período. No mês, o índice ainda registra retração de 3,91%, mostrando que, apesar do alívio recente, a volatilidade permanece elevada.
Para a próxima semana, investidores acompanharão novos dados de inflação no Brasil, a ata da última reunião do Federal Reserve e indicadores de atividade na China, que podem definir o ritmo dos mercados de câmbio, renda variável e commodities.
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